O dia em que calaram o Brasil

Depois da Revolução francesa de 1789, o mundo todo passou a perceber, dia após dia, que a democracia é uma beleza: todo mundo pode falar o que quiser, ir onde quiser, eleger para o governo quem ele quiser. Tudo bem que na prática as coisas não são tão belas quanto teorizavam Rosseau e Montesquieau, principalmente no Brasil, onde a polícia abusa da autoridade, os impostos cortam as pernas do livre-arbítrio e os governantes são eleitos à moda do cabresto, com compra de voto em todos os cantos do país.
Mas hoje temos que parar com essas críticas para lembrar que pode ser pior. Muito pior. É só colocar no poder um bando de militares prepotentes e com um viés messiânico, levantados por um bando de aproveitadores, que não tem de prestar contas para ninguém, que o negócio fica complicado. Aí a polícia invade as casas, prende a quem o cassetete apontar, cria toque de recolher (igual os traficantes fazem) e ainda fazem do poder uma volta à monarquia absolutista do século XVIII.
É isso que aconteceu durando 20 anos, a começar pelo dia 31 de março de 1964, quando foi articulado o grande golpe para derrubar o governo “comunista” de João Goulart, para depois, aos poucos, ir fechando o Congresso, aumentando a censura, até o show do picadeiro das barbaridades ficar completo.
Vamos “cerebrar” essa data nada comemorativa, batendo na madeira para que algo nesse sentido nunca mais aconteça (toc-toc-toc), valorizando a nossa democracia meia-boca e parando para pensar que vários que ajudaram no golpe ainda estão lá, mamando nas tetas do povo. Será que a ditadura realmente acabou?
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