Panic at the world

Grandes tragédias. Bilhões de feridos, milhões de mortos. Peste, guerra, desastres naturais. Cenários aterreadores como estes enchem o imaginário das pessoas, principalmente quando se assiste mega-produções de Hollywood que os mostram de forma tão chocante e real, ou quando se estuda história, e se vê que eles são de verdade, aconteceram – e continuam acontecendo – no nosso mundo. Toda a ciência desenvolvida pelos homens deu uma suavizada no número de grandes desastres, mas eles estão aí, nunca serão totalmente barrados. A natureza possui vontade própria, engana-se o homem quando pensa ser superior a ela.
Basta então um estopim no noticiário, um alarme mais claro, a OMS citando a palavra “pandemia”: pronto, o circo está formado. O caos se instala na mente das pessoas – mesmo que fora delas ele não esteja presente – e muda a rotina, cria preocupações, gera o medo. Tememos o quê? Morrer, ver pessoas morrendo, fazer parte da história como mais um grande desastre. O escolhido da vez é o México: nas humildes fazendas do interior desse país foi transmitida para o homem uma variante da Gripe Suína – sim, todos os animais têm gripe – e o pior é que ela agora se transmite de homem-para-homem. Ou seja, não é mais uma gripe suína, é humana mesmo, mas bem mais forte do que aquela que sempre nos visita no inverno.
Tudo bem que a Organização Mundial de Saúde falou que o nível de preocupação é 5 em 6; que o presidente da República Mexicana recomendou a todos que fiquem em casa; que os aeroportos aumentem a rigidez com os que vem da terra da pimenta: ainda temos lembranças da Gripe Espanhola, de 1918, que afetou metade da população do mundo e matou 5% dos infectados. Mas agora nós estamos no século XXI! Pessoas usando máscaras para evitar contágio no centro de São Paulo? Amigos evitando de se cumprimentar na Arábia Saudita? O Egito sacrificando toda sua população de porcos? Ah, santa paciência. Vocês devem estar assistindo muito Steven Spielberg.
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