A arte da guerra (e da vida?)

Poucos escritores (filósofos, romancistas) apareceram desvinculados da Igreja na Idade Média. Isso é motivo de crítica e de ódio por muitos até hoje, mas temos de entender que a mentalidade teocrática da época – da imensa maioria – é que fazia com que isso acontecesse. Um dos poucos a ganhar destaque, já na Baixa Idade Média, é Nicolau Maquiavel. Seu principal livro, “O Príncipe”, é citado até hoje como um grande guia para a vida. Na verdade ele foi escrito como um “Manual de Instruções de como os príncipes devem guiar seus súditos”. O principal objetivo de Maquiavel era contribuir na construção do grande sonho seu: ver a Itália unificada, algo que veio a se realizar só alguns séculos depois. Hoje “cerebramos” 540 anos de nascimento de Nicolau, que morreu aos 58 no seu amado país, de onde nunca saiu.
Volta e meio me deparo com figuras que leram “O Príncipe” e acreditam que seus grandes ensinamentos – como o célebre “Os fins justificam os meios” – servem para várias ocasiões da vida. Essas pessoas, que geralmente são célebres pela ganância, não se dão conta que o livro foi escrito para chefes de exército, e não para cidadãos civis no seu dia-a-dia. Mais comum ainda são os seguidores do “Sun-Tzu, A Arte da Guerra”, livro do mesmo estilo. Será mesmo que a vida é (ou deve ser) um contínuo conflito entre as pessoas? Talvez essa maneira de encarar os desafios, num eterno “é melhor ser temido do que ser amado”, seja um dos fatores que criam a desigualdade no nosso planeta.
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