Águas que lavam a mente

Estamos no outono, a estação que nos tira do calor tropical característico brasileiro e nos traz um frio cada vez maior, para lembrar-nos que estamos abaixo do Trópico de Capricórnio – alguns. Enquanto no verão tudo colabora para uma economia de energia elétrica – até o horário é mudado por causa disso -, no inverno ocorre o contrário: o principal vilão da conta de luz começa a trabalhar como nunca. É quando viramos a chave do chuveiro do “morno” para o “quente” que a coisa complica. Fiz isso no começo dessa semana, mas minha cachoeira doméstica ainda não estava preparada para a ocasião. Queimou a resistência.
Desse episódio até a vinda do eletricista para resolvê-lo foram três dias. Três dias de banhos de gato, na água fria, parecendo que você ensaboa com uma lixa e enxágua com uma faca. Aí pensei em como a gente ficou dependente desse negócio de banho, ideia original de nossos indígenas aqui. O cheiro não vai pro espaço se você manter as partes estratégicas sob controle, com lavagens meia-boca. Mas com o passar dos dias fui vendo que a  influência maior do banho é psicológica. Sem ele, você vai ficando deprimido e irritado, as energias se acumulam. Então é isso: nossos índios eram gente-fina daquele jeito porque se banhavam todos os dias, e os europeus sempre quiseram guerrear, brigar e se matar porque achavam que um perfuminho bastava. Obrigado, tupi-guaranis!

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