Trabalhadores no comando. Dá certo?

*Esse post é de ontem, mas devido aos problemas no Blogger, estou publicando-o hoje.

O mundo sofreu uma grande reviravolta a partir do século XVI, o que é constantemente lembrado por mim aqui: saímos de uma sociedade baseada numa agricultura de subsistência para entrar no sistema industrial, capitalista e burguês que conhecemos hoje (quando falo “mundo”, entenda-se a parte do planeta que nos influenciou, a Europa). Nessa época os trabalhadores do campo foram recrutados para as cidades para trabalhar nas manufaturas, evento conhecido como Revolução Industrial, que começou na Inglaterra. O grande problema para esses trabalhadores é que eles não tinham um Getúlio Vargas para consolidar as leis trabalhistas, então se submetiam a rotinas de trabalho estafantes, sem direito algum – esqueça férias e 13º – e ainda ganhando um salário de miséria. A situação desse povão comoveu alguns pensadores que viriam por aí.

O principal sociólogo que parou pra pensar nesse pessoal, dando-lhes até um nome – “proletariado” -, faz aniversário hoje. No dia 5 de maio de 1818 nascia Karl Heinrich Marx, que deixou um grande legado nesse assunto de exploração dos mais pobres, sendo lembrado por nove em cada dez pessoas da face da terra que já sentaram-se num banco escolar. Foi ele o responsável por tornar a palavra “burguês” uma ofensa. A razão disso é que o alemão achava que os burgueses que controlavam os meios de produção – as fábricas – se enriqueciam às custas da força de trabalho dos proletários, que vendiam seu suor em troca de uma mixaria, o que não deixa de ser verdade. A saída para resolver tudo? Colocar os trabalhadores no poder.

A grande prova de tudo que Marx disse em vida foi quando um bando de amigos russos resolveram colocar em prática suas ideias naquele país. Aí percebeu-se suas limitações, e que o regime da “ditadura do proletariado” era uma ditadura como qualquer outra, e os pobres mudavam quando estavam no comando, como qualquer um. Muitos acreditam que o erro não está nas idéias do barbudo Karl, mas sim na execução errada por parte dos russos. Eu acredito nisso em parte, mas uso-me de um ideal anarquista para designar o que aconteceu: onde existe um governo, na mão de quem quer que seja, não dá certo.

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