Muitas palavras, nenhum sentido

No mundo atual, a poluição não está só na água, no ar e na terra. Está também em frente aos nossos olhos. E, principalmente, aquela que não podemos ver, mas chega aos nossos ouvidos e os entope, os abafa e complica seu funcionamento. Quando há muito barulho em volta, fica difícil escutar se alguém tem algo importante a dizer. E hoje é assim: falam o rádio, a TV, a propaganda-volante, nós mesmos – sim, as pessoas hoje em dia andam “com a matraca aberta”, como diria nossas avós, e falam até quando não é necessário.
Poucos dias atrás eu “cerebrava” a comunicação, e como ela é importante para nossas vidas. Mas todo excesso faz mal. E hoje quero destacar o oposto daquilo, que também é fundamental para nossas vidas. Estamos no Dia do Silêncio, que de acordo com o bom e velho Houaiss significa “ausência ou cessação de ruído, agitação”. Como vivemos agitados e como geralmente toda agitação é fútil, sem sentido, sem um porquê. Vamos nos comunicar, dizer o que pensamos, escutar nossa música, mas vamos dar a importância ao silêncio, que é a ponte para o que está além desse mundo. Ou cairemos na cilada de ter um espírito cheio de barulho, que se for tirado dali, não sobrará nada. E mais do que tudo, saber ficar em silêncio é saber ouvir. Silenciemos por um instante hoje, mesmo que seja no meio de um engarrafamento no trânsito ou de um estádio de futebol e escutemos o que nós mesmo temos a dizer.

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