Economia x Preservação Ambiental

O meio-ambiente possui um equilíbrio perfeito entre seus componentes. As cadeias alimentares, as estações do ano, o regime das cheias dos rios, a época das chuvas. Tudo sob controle. Há alguns milhares de anos atrás, porém, surgiu na face desse belo planeta um agente desregulador. O homem e sua necessidade de alterar a natureza para sobreviver – já que por si só não tem armas para isso – foi alterando paisagens pelos quatro cantos do planeta.
Se teve um canto do mundo que o homem realmente alterou foi a Europa, berço de todos os avanços tecnológicos rumo ao progresso atual, em se tratando de modernidade. Lá há muito tempo a densidade demográfica é gigantesca. E também há muito tempo – mesmo – não existe mais uma árvore de mata nativa. Exemplo claro e simples para demonstrar que progresso científico e econômico – do modo que conhecemos hoje – não combina e nunca combinará com preservação ambiental.
Ontem o ilustríssimo Presidente Luís Inácio – como diria Mão Santa – estava em Alta Floresta (MT) para lançar dois programas de "preservação" da floresta amazônica, o Terra Legal e o Arco Verde. Uma pausa para uma salva de palmas pros marqueteiros do governo, sempre perfeitos em dar nomes e musiquinhas para programas inúteis, dando-lhes utilidade por ter um belo nome para chamar de seu.
Duas frases marcaram o discurso do barbudo, e resumem como o governo e a elite econômica trata a preservação da amazônia:
"Ninguém pode dizer que ninguém é bandido porque desmatou." Se olharmos no contexto, é óbvio que o presidente errou no pronome e estava defendendo os gaúchos que lá se instalaram e acabaram com a floresta que já existiu no MT. Realmente, derrubar floresta não é bandidagem, já que na Constituição existe homicídio, mas não existe PLANETICÍDIO. Mas na verdade não são os agricultores os culpados, e sim nossos amados generais da época militar, que mandaram eles pra lá. Afinal, se o regime não respeitava pessoas, ia respeitar o meio-ambiente?
"Quando o Blairo for exportar a soja dele, o comprador na Alemanha vai dizer: ‘Ah, é da região da Amazônia, que está destruindo? Então não vamos comprar’. Então, hoje, preservar é uma vantagem comparativa para nós." Novamente o sr. presidente continua certíssimo. Preservar serve para alavancar os negócios, e nada mais. Pra que assegurar o futuro da Terra? Floresta só serve pra ocupar espaço. Mas já que os gringos estão com essas frescuras agora, vamos fazer as vontades deles. Porque cabra macho mesmo pega o machado e derruba tronco no dente, não é mesmo, companheiro Blairo?
Vendo toda essa palhaçada acredito cada dia mais que, ou se muda de sistema econômico, ou se muda de planeta. Não dá pra conciliar as duas coisas. Me perdoem os "desenvolvimentistas sustentáveis" de plantão.
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