A Soberania do Rei Lula está acima de qualquer medida

Ronaldo, ídolo máximo do País do Futebol, esporte que para muitos (inclusive para o referido craque) é a única alternativa para sair da pobreza imposta por todas as coisas que o país não tem, além de bons jogadores. Herói de um Campeonato Mundial. Vilão em dois vexames com a camisa do país, a qual está muito velho para vestir. Eleito – pelos seus próprios méritos – à uma posição de destaque, ganhando rios de dinheiro. Depois de vários problemas pessoais, hoje tenta, com idade já avançada, dar a volta por cima, recomeçando por onde um dia começou, seu próprio país, em contato direto com a massa que – de acordo com relatos do próprio – não deve ter contato com seu filho.

Luís Inácio, ídolo máximo do País da Política Mal-Feita, atividade que para muitos (inclusive para o referido craque no posicionamento perante às massas) é a única alternativa para sair da pobreza, imposta por eles mesmos. Herói de duas eleições presidenciais, depois de cortar a barba e mudar de discurso. Vilão durante várias décadas com a camisa dos sindicatos esquerdistas, a qual está muito velho para vestir. Eleito – pelos métodos do marketing político – a uma posição de destaque, ganhando (e ajudando os amigos a ganhar) rios de dinheiro. Depois de superar seus problemas pessoais, hoje está por cima, com idade já avançada, esqueceu do povo de onde veio, e onde – com sua ajuda – seus filhos conseguem também milhos conseguem tamb do povo de onde veio, e onde – com rios de dinheiro. ento perante por onde um dia começou, seu prudar de vida.

Vidas muito parecidas, que se encontraram de maneira impensável: por um time de futebol. Ronaldo é o atual craque do time que Luis Inácio torce desde quando ainda era do povo. Ronaldo trabalhou duro para que esse clube ganhasse um campeonato importante no país, trazendo grande felicidade para Luis Inácio. Nenhum problema até aí. Mas quando Luis Inácio, empossado como Lula, o Presidente da República, recebe o craque para comemorar um título de um clube particular, ele fere três deveres do homem público.

O primeiro deles é o mais abrangente: a ética. Um código de ética serve para orientar as ações dos seres humanos para que todos vivam em paz e harmonia. Quantos torcedores do Internacional de Porto Alegre não ficaram chateados com a derrota do seu time na final do tal campeonato? Muitos desses torcedores apoiavam o Presidente da República. Somando-se as duas coisas, muitos saíram triste com essa postura do líder máximo do nosso país. Para um homem desse gabarito, tomar partido por alguns cidadãos em detrimento de outros não é nada ético.

O segundo dever é ferido todos os dias, em todos os lugares desse imenso Estado: a má separação entre a esfera pública e a privada. Luís Inácio, um cidadão como qualquer outro, pode torcer para o time que quiser. Dentro da sua casa, na imagem de um metalúrgico aposentado que é. Isso se chama "vida privada". Agora o Presidente da República, figura mais do que pública, foi eleito para defender seus cidadãos, apoiar todos, agir pelo bem e felicidade de todo Brasil. Isso se chama "vida pública". Misturar as duas coisas é tão comum por aqui que as vezes nem lembramos que é um erro. Que é um retrocesso. Que é um dos motivos da falta de seriedade da política do país.

O terceiro, muito relacionado aos outros dois, é esquecer-se da representatividade política. Luis Inácio Lula da Silva foi ELEITO por pessoas de todos os tipos, regiões, cores, credos e times de futebol do coração. Ao elegerem seu presidente, pensaram pois no time que ele torcia? Na possibilidade de ele levar esse time do SEU coração ao Palácio do Planalto para comemorar algum título?

São atitudes como essas que confirmam na minha cabeça que nossa democracia não é nada mais que uma monarquia disfarçada, onde o rei muda de oito em oito anos. E se tratando de Lula, a coisa piora. Não é novidade no país. Mas talvez o Rei Lula tenha um poder e prestígio – para passar por todas os deveres de um político, todas os limites da vergonha, com a permissão para fazer (e dizer) o que bem entender – vistos antes apenas no Rei Vargas. Se o povo aplaude posturas como essa, não duvido que aplaudirão também a estada do rei no trono por mais alguns anos, como fizeram com Getúlio, o maior monarca da história desse país. E quando Rei Lula morrer, será cortejado por multidões. Sairá da vida para ficar pra sempre na história desse país, que seria risória, não fosse tão triste e sofrida para milhares de súditos.

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