O VMB e uma volta ao passado

Na última quinta-feira aconteceu o Video Music Brasil, prêmio feito pela MTV Brasil para coroar os melhores artistas do ano. Certamente é o maior prêmio de música do Brasil, até porque ano que vem comemora 15 anos de existência.
 
Quando assisto à MTV já me vem à mente um certo saudosismo. Minha infância foi regada de João Gordo, Cazé Peçanha, Marina Person, entre outros. Na época, figurões do underground da TV por assinatura em início de carreira. Hoje, são os velhos da casa. E vejo que envelheci com eles. Mas vendo o VMB a nostalgia foi maior.
 
Puxando um pouco pela memória e com uma pequena ajuda da Wikipedia, lembrei da última vez que havia assistido um VMB, na verdade, a única. Foi em 1998, 11 anos atrás. E muitas lembranças tenho da época, quando era apenas um menino de oito anos.
 
Aquele VMB ficou marcado pela insuperável quantidade de troféus ganhada pelo clipe dos Paralamas do Sucesso, "Ela disse Adeus". Realmente era um clipe interessante, mas quem buscá-lo no Youtube hoje verá que não é nada demais para os padrões atuais.
 
Mas lembrando da cerimônia, apresentada por Carlinhos Brown, me vem outras análises na minha cabeça. Em 11 anos, consigo perceber como tudo mudou. Primeiro, no ramo das telecomunicações e da tecnologia. Naquela época eu não tinha computador e tinha uma vaga ideia do que era Internet. No VMB, só uma categoria era decidida pelo público, pelo telefone,, à la Criança Esperança. Hoje ele é inteiramente popular, votado via Internet.
 
Numa análise mais profunda, é possível ver como a juventude teve seu ‘aparato mental’ piorado com o advento das telecomunicações avançadíssimas. Por que digo isso? Pois no VMB 2009 as bandas sem-conteúdo que as pré-adolescentes tanto gostam, ganharam a maior parte dos prêmios (leia-se Frezno – banda do Ano, NX Zero – Melhor Clipe, e Cine – Artista Revelação). No meu VMB da infância, sabe quem foi a Escolha da Audiência? Diário de um Detento – Racionais MC’S. Vale lembrar que até o telefone na época era raro e caro. A empresa era estatal e se ‘alugava’ linhas, pois para comprar era necessário muito dinheiro.
Ainda me vêm outras lembranças boas: o recém-nascido Charlie Brown Jr., João Gordo apresentando o programa infantil Garganta e Torcicolo – eu vibrava! – e o diário Disk MTV, às 20h, sagrado para meu pai.
 
Mais do que criticar a sociedade de hoje, mais do que fazer análises filosóficas, uso esse post apenas para compartilhar o sentimento de que me sinto envelhecendo. Tenho lembranças claras de um século que já se foi. Engraçado. Se minha vó se lembrou da juventude ao ver a reedição de "Cabocla", eu vou ter um acesso de nostalgia toda vez que assistir um Video Music Brasil. Outros tempos… se eram melhores ou piores, não sei, mas eram outros tempos.
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