A Folha perguntou: “É hostil ao cristianismo a decisão da Corte Europeia que condenou crucifixo em escolas italianas?”

Eu respondo: SIM, é óbvio.

 

Até porque a pergunta parece ter sido mal formulada. Se perguntassem se a retirada dos crucifixos foi vantajosa para o tal “Estado laico”, ou para a política da liberdade religiosa, ou para os ateus e protestantes que crescem em número e voracidade de atitudes em nossos dias, aí poderia se pensar na resposta. Mas para o verdadeiro cristianismo, que há quase dois milênios está presente na Europa – principalmente na Itália -, a retirada do seu símbolo maior, de qualquer ambiente que seja, é hostil. Incrivelmente hostil. Qual cristão católico não se sentirá ofendido a não ver mais na parede a imagem de seu Salvador?

 

Questão parecida com esta surgiu aqui no Brasil, referente às imagens que ornamentavam as instituições públicas, como tribunais. E – sabiamente – foi decidido que cabe aos funcionários do próprio local a decisão de se a imagem permanecerá lá ou não. A sentença foi uma maneira de se respeitar uma CULTURA que está presente no país desde o primeiro passo de um branco nestas terras. Imaginem na Itália, então? País escolhido pelo sucessor do próprio Cristo para fundar a Igreja do Senhor. O mais engraçado é que a decisão foi tomada pela Corte Europeia – que não tem juízes italianos. Fico imaginando se o MERCOSUL avançasse ao ponto de se igualar aos moldes da União Europeia. Imaginem: uma questão brasileira, sendo decidida por uma Corte Sulamericana, onde só estariam juízes paraguaios, argentinos, etc.

 

A questão que realmente me preocupa nesta história é como os agnósticos, ateus e protestantes estão lutando com unhas e dentes contra os símbolos católicos. No mínimo, é uma visão egoísta e parcial. Observam-se os símbolos como se eles forçassem alguém a ser cristão, a se curvar perante o sofrimento do Cristo. Esses grupos radicais se esquecem da herança histórica que existe nestas imagens, sejam elas esculturas, pinturas, etc. Se é para apagar o passado, vamos ter de derrubar todas as arquiteturas antigas presentes em tantas cidades, já que elas também lembrariam um suposto período “de trevas” da história da humanidade, e seriam uma afronta à tecnologia e eficácia dos nossos prédios pós-modernos.

 

Quanto à escola, duvido que algum professor utilizava o exemplo daquele crucifixo pendurado para alguma de suas aulas. E duvido que as crianças não-católicas se sentissem ofendidas com a presença da imagem de nosso Senhor ali. E se algumas delas perguntassem o que era aquilo – já que seus pais relutavam em não ensiná-las, para que elas crescessem, sei lá, mais livres, leves e soltas, mais humanizadas – também estavam no seu direito infantil, direito ao conhecimento.

 

Não vendo como a imagem de Cristo pode ofender alguém, a não ser que exista sob a mente destas pessoas um incrível preconceito, percebo que a retirada à força de símbolos cristãos de onde eles estão há tantos anos, é hostil não para só quem crê neles, mas para a humanidade como um todo, e sua história.

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