Odebrecht e as Relações Públicas

Estou indo para a segunda série do curso de Relações Públicas, e a cada dia que passa gosto mais desta profissão e do objeto de trabalho dela: os seres humanos e suas relações. Sinto-me impelido a continuar estudando esta área toda vez que encontro por aí pessoas falando da importância desses estudos, mesmo que não os chame pelo nome. Quem tem feito isso nos últimos tempos é o colunista Emílio Odebrecht, que escreve todo domingo na Folha. Destaco algumas passagens aqui.
 
Na coluna de menos de um mês atrás (17 de janeiro), Emílio deu o pontapé no assunto, de uma maneira muito interessante. Falava dos bens intangíveis que as instituições devem respeitar e cultivar. "O patrimônio intangível de qualquer instituição é constituído por ativos como princípios, crenças e propósitos de seus criadores, conhecimentos, habilidades e atitudes de seus líderes, tecnologias, processos, imagem, patentes e tudo o que é necessário -mas não é físico- para satisfazer quem dela precisa.  O valor desses bens incorpóreos está na função que têm de garantir a viabilidade da instituição no longo prazo, não importa de que natureza ela seja. No caso das organizações empresariais, elas só manterão sua força ao longo dos anos se forem capazes de gerar resultados econômicos e resultados não econômicos, faces da mesma moeda."
 
Tratando mais diretamente das relações entre o público interno da empresa, ele escreveu na coluna do dia 7 de fevereiro: "Na era em que vivemos, o que faz a diferença são o conhecimento que as pessoas dominam e a interação entre elas, que gera o conhecimento coletivo. O decisivo é o fator humano, condição que dá a cada indivíduo o direito de sentir-se sócio e comportar-se como dono da organização onde trabalha. (…) No mundo do trabalho, devemos estimular sempre o diálogo entre líderes e liderados. "

Por fim, na coluna de hoje, ele encerra com chave de ouro – por enquanto – falando de cultura organizacional e sua importância: "A manutenção da unidade cultural em uma organização empresarial, o espírito de equipe e o comprometimento coletivo com o sucesso de cada um e do todo são frutos da consolidação de relações pessoais. A excelência do clima interno será sempre consequência da atitude de líderes que, ao se relacionarem com os liderados, pautem-se por sensibilidade, respeito, coerência, discernimento e por um construtivo acompanhamento do desempenho esperado de cada pessoa."

 

As ideias de bens intangíveis, relacionamento interno e cultura organizacional são pilares das relações públicas. O uso da razão, a consideração do além-lucro, o respeito aos valores humanos e relacionamentos pautados em "sensibilidade, respeito, coerência, discernimento" são fundamentais pra vida de qualquer um. Eis a beleza da profissão na qual pretendo me formar.

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