Aborto: atentado contra a família

A maior controvérsia que o homem ainda tenta resolver é sobre a própria vida humana. Onde ela começa? Onde ela termina? Quem tem "direito" de viver? Quem "merece" morrer? Perguntas que podem chegar a ser ofensivas e/ou estúpidas se pensarmos em determinadas premissas. A primeira é aquela basiquinha: não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você; que ensinam pra gente ainda na escolinha.
 
Pois hoje fiquei horrorizado (acho que esse é o sentimento, ou sei lá que tipo de reação eu tive) quando vi na Folha a notícia de que na Espanha, as mulheres agora tem o direito de serem homicidas, e não precisam mais nem de desculpas! Mas elas não podem matar qualquer um (ainda): somente fetos de até 14 semanas. Sim, até essa idade o aborto é livre! Engravidou, não gostou, vai na farmácia, conpra a pílula e fim da história, uma vida a menos no mundo.
 
A briga pela legalização do aborto é sempre defendida pelas entidades que cuidam do "direito da mulher". Tudo bem que são elas que sofrerão qualquer tipo de dano físico (que podem levar à morte) se a gravidez der problemas, mas se alguém tem predisposição a ter complicações, deve cuidar para não engravidar, não é? Por não entender o porquê de a questão do aborto só dizer respeito aos direitos "da mulher", perguntei à minha mãe, que – devem deduzir – é do sexo feminino, por que isso é assim.
 
Ela me respondeu que o problema maior nem é quando a gravidez pode levar a mulher à morte, mas sim porque quando ela dá a luz um filho, que dá gastos financeiros e psicológicos (ainda mais se tiver necessidades especiais), ela tem de suportar todo o peso. Ao pai (o homem, o genitor) basta enviar uma pensão alimentícia que sempre será insuficiente, pois não traz sentimento nenhum. Vale repetir isto: dinheiro não transmite sentimento.
 
Então por que se defende o aborto? Pois se o filho "der problemas", quem tem de suportá-los é a mulher, pois o homem tem o "direito" de abandoná-la, mandando apenas dinheiro. Concluí então que defende-se o "fetícidio" livre não porque as mulheres correm risco de vida, mas porque a família está acabada. Para esses ativistas, não existem mais casais estáveis que aceitariam todas as dificuldades para tratar de uma criança, por mais especial que fosse.
 
Toda vez que reflito sobre problemas sociais acabo chegando ao mesmo problema: a fragilização das famílias. Muitas questões estariam resolvidas se tivéssemos muitas famílias bem estruturadas, o que começa com marido e esposa lúcidos, conscientes. Mas a banalização dos relacionamentos está cada vez maior, não é? Talvez este seja o problema desse novo século.
Anúncios
Explore posts in the same categories: Sem categoria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: