Elas: fundamentais

Elas. As mulheres. Poderia ter outro assunto hoje? E poderia ter assunto mais difícil de prosear? Pensei em chegar "chutando o balde", já que o que mais se escuta nesse Dia Internacional da Mulher é falando de direito, de minorias, de igualdade, discriminação, aqueles papos que já cansei de criticar aqui, em outras modalidades. Tive até que aturar meu professor de faculdade mostrando pra gente uma cartilha hoje: "O Dia da Mulher foi feito pelas Mulheres Socialistas". Achei melhor, portanto, não ir por esse caminho para não estragar uma data tão especial.
 
Pergunto-lhes: por que falar de mulheres é diferente de falar de consciência negra e orgulho gay? Porque, caros, entre os sexos (aqueles verdadeiros, não os inventados) existe realmente diferença. Biológica, científica. Poucos assuntos abordados na época de colégio me ajudam tanto na vida quanto a vez que estudei vida sexual feminina. Até esqueci a maior parte das coisas, mas lembro-me que as mulheres têm quatro hormônios: estrógeno, progesterona, luteinizante e mais um que me foge à memória, que se embolam em gráficos amalucados incompreensíveis. Aí fica fácil entender a (bela) personalidade feminina: um bololô de linhas coloridas de um gráfico.
 
Tanta explicação científica reflete no dia-a-dia: mulheres têm mais jeito pra determinadas atividades, homens pra outras. Por isso, elas que reclamam tanto das agruras do sexo frágil, têm de se regozijar em possuir a maior das tarefas: manter a estabilidade social; dentro das famílias e das comunidades. E este é o meu pedido neste dia: que independentemente do quanto elas evoluam em suas vidas profissionais (e têm todo o direito de ser assim), nunca percam de vista esta missão. Talvez porque algumas resolveram se "masculinizar" que o mundo deu uma virada no avesso. Deixo a questão.
 
Por fim, gostaria de tocar num assunto mais nebuloso: os "grupos de interesse" e o "terceiro setor" adoram afirmar que vivemos num mundo machista e escravocrata. Concordo. Na nossa sociedade, na maior parte das vezes, a mulher é, sim, tida como objeto. Mas, atenção: apenas quando ela se sujeita a tal situação. Estava lendo ontem reportagens da Folha falando do porquê das mulheres serem ícones das propagandas de cerveja: ora, algumas sonham em ser a Juliana Paes. E isto é argumento indiscutível; sei pois já ouvi coisas do tipo com meus próprios ouvidos.
 
Gostaria de deixar, além de tudo, um grandioso parabéns para as mulheres. Tenho certeza absoluta que o fardo que elas carregam é muito mais pesado do que os dos homens. Mas reitero meu pedido: moças, não neguem o que vocês são. A melhor maneira de ser livre é não se prostituir (mesmo que não por dinheiro) à classe masculina, como muitas ainda gostam de fazer. Mas isto não exclui, definitivamente, o dever de cuidar das nossas famílias e comunidades. Para garantir um futuro social bom para o planeta, precisamos de vocês livres e leves para administrar o que o cérebro masculino não consegue – e nunca conseguirá – fazer.
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