Nosso Presidente, sua militância e suas ideias

Quando um assunto toma conta do jornalismo e é analisado pelos mais variados e gabaritados articulistas, corro o risco de "chover no molhado" falando dele aqui. Mas não é justo calar-me numa situação dessas. Se em tantas outras oportunidades em que o nosso Presidente da República cometeu gafes menores eu me manifestei, imagine agora que, mais do que falar bobagem, ele mostrou seu caráter, como para um espelho.
 
Descobri que existe uma característica que gosto em Lula: ele não sabe esconder o que sente; o que muitos chamariam de espontâneo. Não digo isso pelas declarações impensadas que ele proclama hoje em dia, até porque pelo número de assessores que ele tem na manga (inclusive o poderoso Franklin Martins) acredito que tudo que ele diga seja pensado, muito bem pensado. Falo por causa da abundância de vídeos disponíveis no YouTube, retratando declarações que ele deu quando ainda não era Presidente. Como eu lembro pouco dessa época, torna-se um elixir da memória.
 
Para quem é desinformado, vale informar: o Nosso Guia (como diz Gaspari) deu declarações ontem a um veículo de comunicação internacional dizendo, entre outras coisas, que não deve se meter no dilema de presos cubanos, que estão nessa situação por causa da lei na ilha (presos políticos), e que também a greve-de-fome não é uma arma útil nesses casos, afinal, "já imaginou se os presos de São Paulo resolvem fazer greve-de-fome para serem soltos?".
 
Somando todos esses dados que obti – a declaração de Luís Inácio, três artigos da Folha, editoriais da Folha e do Estadão, um ótimo texto no blog do Reinaldo – só posso pensar numa coisa: se Lula um dia foi preso político, lutou pela democracia e mobilizou a sociedade, não o fez por princípios. Afinal, ninguém muda de ideias em tão pouco tempo. O Lula metalúrgico é o mesmo Lula presidente. Se ele fez tudo por oportunismo, não sei, mas tenho a certeza que não fazia por heroísmo ou ideologia.
 
Concluo pensando que se nosso Presidente guarda este tipo de ideia em sua mente – tida por alguns como brilhante – imagino o que se passa na mente de "radicais" do PT, partido que é sua imagem. E se ele (que nunca foi afeito a uma briga) é assim, imagina a sua candidata a sucessão, Dilma Rousseff, que já militou em três movimentos terroristas armados contra a ditadura? Por isso reitero, o que pretendo fazer de slogan de anti-campanha: eleger essa mulher como Presidente da República é um risco para o país.
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