A Trash-Media Brasileira

Este é um texto que está fermentando dentro de mim há algumas semanas para ser escrito, e eu realmente não gosto quando a coisa fica remoendo, remoendo e não sai. Portanto, mesmo sem saber se a abordagem ficará 100%, mando ele pra fora antes que azede. Até porque o assunto é bem azedo, principalmente para mim e minha profissão atual: não há nada como um estudante de relações-públicas criticar o jornalismo. Mas não posso deixar de fazê-lo.
 
Já escrevi textos aqui apoiando e criticando o jornalismo (como um todo, não só o curso, ou só os veículos, ou só os profissionais). Quem quiser, dê uma olhada no arquivo, que é meio chato de mexer, confesso, mas vale a pena, principalmente um texto que escrevi sobre o fato dos jornalistas serem hoje os sacerdotes do povo, aqueles que merecem toda a confiança por conter a verdade dentro de seus egos, que por sua vez, se inflam cada vez mais.
 
Por causa da importância gigantesca que os veículos de mídia têm na sociedade de hoje (e defendo que eles são fundamentais para uma democracia saudável), só acho que eles tinham que manter um padrão de ética e qualidade nas produções que fazem, nas reportagens que realizam, nas acusações que apuram. Exemplo disso é o programa Custe o Que Custar, da Band, que mesmo tendo só humoristas e dispensando a ética para fazer rir, conseguem ser mais delicados que muito jornalista velho e formado por aí.
 
E não sou só eu que digo estas coisas não, já sou um teórico da comunicação nível 1 (haha) e estudei alguns nomes por aí. Existem pencas de pesqusiadores que se deliciavam em analisar e criticar a chamada Trash-Media, os meios de comunicação de massa que só despejam lixo na mente de quem assiste, sem se preocupar com a saúde mental daqueles que estão captando, como Ignacio Ramonet.
 
Neste aspecto, o Brasil sofre de um problema sério: quase todos os mass-media são trash-media. Sim, o jornalismo da maioria dos canais de televisão (dos maiores aos nanicos) são de péssima qualidade, em todos os sentidos. Por isso, muitas vezes, tenho que dar o braço a torcer e bater palmas à Rede Globo, que dá um mínimo de dignidade às abordagens que seus repórteres fazem.
 
O trash-media é feito com base em um termo que já ficou surrado no gogó do povo: sensacionalismo. Em busca da tal audiência, os repórteres, comandados (ou não) por seus editores e chefes, apelam para o individual, a intimidade, a degradação da existência humana que não adiciona nada à cultura de ninguém, a não ser ao papo de botequim. E também não colabora (pelo contrário, prejudica e muito) o estabelecimento da democracia, já que torna as pessoas mais estúpidas e passivas de ter uma opinião racional formada.
 
Por isso, enquanto redes como SBT, Record, Bandeirantes e RedeTV insistirem em fazer jornalismo-lixo, continuarei a assistir só o Jornal Nacional. Ou talvez nem ele. Mas fico imensamente triste ao perceber a repecurssão que reportagens de Cabrinis e Datenas têm na sociedade. E também fico realmente preocupado em empresas como a Rede Record estarem "rumo ao primeiro lugar". Ah, vale lembrar: o governo não sabe corrigir este tipo de coisa também. Não adianta nem chamar o Franklin Martins, jornalista de estimação do Lula. Eles só sabem fazer Zero-Media ou Null-Media.
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