Um faz terrorismo estatal; o outro também é paraestatal

Todas as observações que faço da "massa" – generalização difusa das pessoas, mas que se apresenta sempre comandando os rumos do país e de todos nós – me leva a crer que ela tem uma certa queda pela monarquia. Como assim? Talvez seja uma síndrome-do-servo. Não que o povo seja caridoso e doe a si mesmo pelo bem geral, como o servo-sofredor cujo maior exemplo é Cristo. A tigrada não gosta mesmo é de decidir as coisas: dessa forma, prefere uma relação de suserania-vassalagem, onde eu fico na minha e os que estão no poder decidam por mim.
 
Apesar de ser um sentimento válido, já que faz parte do imaginário popular, creio que não é o mais saudável; afinal, parece meio lógico e extremamente claro que posso ter uma vida melhor num lugar onde tenho o controle da situação e posso expor minhas vontades. Portanto, o estilo de governo que mais traria benefícios para a população como um todo seria a democracia, onde ela própria estaria no poder.
 
O que me faz concluir que a população não quer estar no poder? A autonomia que ela entrega na mão daqueles que estão comandando. Exemplo claríssimo é a Venezuela de Hugo Chávez. Ele se sente um verdadeiro rei, talvez um xeque, no país mais árabe da América Latina, rico em petróleo que é. Tem a audácia de perserguir e prender todos aqueles que criticam seu governo. Mas como assim? Uma democracia sem liberdade de expressão? Pois sim, pois é o povo venezuelano que mantém o novo Bolívar de Araque no poder.
 
Aqui no Brasil, a situação não é muito diferente, e talvez seja pior. Enquanto nossas bases democráticas são mais sólidas, o que não deixa o presidente Lula arregaçar as manguinhas como Chávez – apesar dele "censurar" verbalmente a imprensa e tirar sarro do TSE – ele tem nas mãos um poder que Chávez talvez não tenha lá: a "classe operária", que na realidade nunca existiu, já que o país nunca foi "industrial" realmente, mas que sabe muito bem fazer baderna e balançar as estruturas de um governo. Prova disso é a hilária greve que a Apeosp comanda em São Paulo, pedindo 35% de reajuste e perseguindo o governador por onde ele vai. A presidente do sindicato, "Bebel" – como Dilma a chamou – estava no palanque com Lula ontem.
 
A democracia por si só não tem valor: é necessário que o povo chame para si a responsabilidade de verdadeiramente governar o país. Como? Não deixando que os eleitos se façam de monarcas que tudo podem e em tudo mandam.
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