A “Crise” da Igreja e o “Jornalismo”

Estava eu "zappeando" pelos canais que minha pobre televisão conseque sintonizar, quando me deparo com um subtítulo que até já virou lugar-comum: "Pedofilia na Igreja" era estampado com letras em caixa-alta. Até aí, tudo bem, não fosse pelo canal que estava transmitindo o debate: Record News. Como sempre, me interesso em ver como o Grupo Record/Universal retrata os debates que sem dúvida ele  tem uma opinião formada, e muito bem formada. A resposta é sempre a mesma: eles tratam com parcialidade.

Então vem alguém correndo e grita: "mas e as TVs católicas que também transmitem suas opiniões formadas?". Pois é, os canais católicos (Rede Vida, Canção Nova, TV Aparecida, TV Séc. XXI) são exatamente isto: canais a serviço da Igreja. Escancaradamente. Não escondem isto de ninguém. Você é contra a Igreja? Então até eu recomendo: não ouse sintonizar nestas frequências. Agora, uma empresa de comunicação que anseia ser o veículo nº 1 de um país como o Brasil, devia primar um pouco mais pela imparcialidade. Mas tudo bem.

Bem, preciso explicar bem o que vi, de preferência antes de fazer críticas, mas já que já escrevi, fica assim mesmo: o programa era o "Record News Entrevista", desta vez apresentado pelo saltitante Paulo Henrique Amorim. Certo dia desses caí em seu "portal de comunicação" na Internet, e percebi como ele também é extremamente elegante quando se trata de notícias e denúncias do atual governo, se é que vocês me entendem. Procurem no Google que vocês também irão achar, porque eu não decorei o endereço. Acho que até o esqueci de propósito.

Quem PH recebia em sua entrevista sobre a Igreja? Um "teólogo". Foi-se o tempo em que a televisão buscava gente com um currículo um pouco mais profundo para emitir opiniões. Por isso prefiro o jornal escrito: traz no rodapé a vida do caboclo: se só dá algumas linhas, já se desconfia. Se coubesse nos créditos da tela a ficha inteira do "teólogo", seria: "teólogo da Igreja Presbiteriana do Brasil". Isso só descobri no final da entrevista. Talvez se eles tivessem escrito de uma vez teria mais gente do que eu assistindo.

Vou até parar por aqui minhas críticas, até porque nem seria necessário relatar o que o tal "teólogo" falou sobre a questão: a velha ladainha "o celibato é que causa tudo isto; o celibato é contra as leis da natureza; tem gente que não consegue ser celibatário". E por aí foi. Só que a cada dia que assisto qualquer coisa do grupo Record, mais tenho medo de eles assumirem a ponta, como querem. O mesmo medo que tenho da Dilma ganhar as eleições. Temo pelo povo, que não sabe escolher canal, bem como não sabe escolher político. E talvez as duas coisas estejam mais ligadas do que se pensa.
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