Os comentários e como lido com eles

Peguem os livrinhos escolares básicos da história das Teorias da Comunicação e vocês verão em certa parte algo que de tão tolo que é, foi revolucionário: a Teoria Matemática da Comunicação, ou Teoria da Informação, de Shannon. A equação é simples (como toda a matemática): a informação parte de um emissor, trafega por um meio para chegar até o receptor. O nível de compreensão da mensagem na ponta que a recebe é definida pela quantidade de ruídos no meio do caminho. Pois é, a teoria pode até ter erros, mas os ruídos estão por toda a parte. E eu os detesto.
 
Ruídos são todos aqueles fatos que não fazem com que um processo de comunicação aconteça, por exemplo. Podem existir ruídos nos próprios equipamentos e plataformas tecnológicas que usamos, ou ruídos intelectuais mesmo, que partem do ser humano, talvez os mais comuns. Reitero: uma comunicação verdadeira só acontece quando se está livre de 100% de ruídos, o que é praticamente impossível, mesmo num papo frente-a-frente. Se considerarmos a escrita, então, as coisas só pioram; existem mil maneiras de se ler um texto. Escrita + informática? Aí chega a ficar perigoso.
 
Há alguns meses (creio que não faz ainda um ano) utilizo esse ambiente para postar minhas ideias, até por mim mesmo consideradas de alcance muito curto, no que diz ao raio de leitores. Mas a internet está aí para quebrar qualquer tipo de fronteira, e a partir do momento em que se posta textos nela, qualquer um pode ler. E qualquer um pode rebater (é um direito básico, de liberdade de expressar-se). Pois bem que a ferramente de comentários desse blog é um tanto deficitária: eu não recebo aviso nenhum quando alguém comenta algo. Eis um grande ruído.
 
Percebi então que várias pessoas comentaram nos últimos tempos, em textos antigos que nem eu lembrava de sua existência direito. E com links em outros lugares, certamente os comentários irão aumentar. E eu incentivo a revirarem o arquivo, lá estão coisas bem interessantes, textos bem melhores que os atuais, que – confesso – não estão saindo lá aquelas coisas. Mas não me comprometo a responder todo mundo.
 
Mas a partir de hoje, vou ficar atento aos comentários nos novos textos, e tentar respondê-los; mas atenção: apenas quando ouver um debate verdadeiro. Nada de "papo de surdo-e-mudo", como diria o Rappa. Afinal, mexo com assuntos delicados (política, religião). Então qualquer ruído intelectual/psicológico não será levado a sério. Nada daqueles papos "vocês das igrejas são os responsáveis pela opressão e miséria do povo, enquanto enchem seus bolsos de dinheiro", ou coisas como "vocês só criticam o presidente Lula por causa de sua imensa popularidade".
 
Isso não cola, ok? Se estou errado, mostrem-me porquê. Se digo falácias, diga quais são. Ademais, não sou advogado de ninguém, não respondo por ninguém; apenas por mim mesmo. Desta forma, isso aqui não é muro das lamentações de ninguém ressentido por sentimentos alheios. Ficou claro?
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