Nós devemos ser comunidade

Passei o fim de semana a ler o livro "O Espírito Comum: Comunidade, Mídia e Globalismo", da Raquel Paiva. É meio velhinho, mas traz um debate fundamental não só para comunicadores sociais como para qualquer ser humano: a questão da comunidade. Definitivamente, o grande desejo do homem no decorrer de sua história foi viver numa comunidade perfeita, onde todos caminhariam ao mesmo objetivo de modo unido e inclinado ao outro, e não a si mesmo. Essa ideia remete até a um Paraíso em que deixamos para trás em determinado ponto de nossa existência.
 
Esse debate certamente parece muito distante de nossa realidade atual, talvez porque nosso mundo seja tão caracteristicamente dominado pela ideia de sociedade, que traz uma impressão de individualismo extremo e relacionamento necessário apenas para o engrandecimento pessoal, a famosa época das massas. Na profissão de RR.PP., pensamos incessantemente em como transformar as pessoas de "peões de massa" para "cérebros ativos de um público formador de opinião". Baita mudança, não? Eis a beleza da profissão e da nossa vida atualmente.
 
A resposta que sempre surge para a questão da comunidade nos dias atuais é que está muito mais ligada ao engajamento social para a melhora do padrão de vida dos "oprimidos", tanto econômico quanto socialmente falando. Vêem logo à mente as ONGs e as cooperativas, tão bem abordadas pela CFE deste ano, "Economia e Vida"; e tão mal abordadas pelos governos, principalmente o Federal, que – ao movimentar a militância aliada e já ideologicamente "encabrestada" – diz que está fazendo desenvolvimento comunitário e participação popular e democrática. Mas esse é um assunto para outro texto futuramente.
 
Se me perguntarem para onde eu acho que vai tudo isso, eu digo que certamente as novas tecnologias – encaradas com ar messiânico no fim do século passado – não vão trazer a revolução tão esperada. Afinal, a internet ao mesmo tempo que aproxima, afasta sentimentalmente as pessoas, tornando-as mais frias e menos engajadas ainda. Ou seja, não será o MSN ou o orkut que irão ressuscitar o altruísmo perdido em nossos corações. Resta a compreensão de que nossa vida não será completa até o encontrarmos novamente e vivenciarmos: até sermos novamente comunidade.
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One Comment em “Nós devemos ser comunidade”

  1. Padre Sandro Rogerio Says:

    Marcando a passagem pelo seu CEREBRANDO. Siga o seu caminho, sentindo com a Igreja e semeando com Razão e Fé as sementes de um novo tempo, uma civilização da esperança, do amor, da vida acima de todos os senões. Parabéns pelo empenho, jovenzinho! Pax


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