Basquete, rimas brancas e poemas…

Havia, certa feita, um rapaz
que estava na quadra de basquete
bem no momente de decidir
se era pra arremessar ou passar

ouviu, do banco, uma alta voz
que gritava: "meu filho, arremesse!"
como ele muito a considerava
antes do marcador, mandou ver.

ora, qual foi a surpresa deles
quando viram que a bola deu aro
que foi só bate-boca e pranto
pois a dele não era o arremesso

surge então outro alguém importante
que foi lá e pegou o rebote
mansa, voltou a bola pro filho
"eu disse, seu negócio é passar"

o rapaz então observou seu time
pra ver quais eram as opções ali
viu primeiro quem organizava:
o armador velhinho e passado

viu também aquele ala-pivô
que tanto gostava de arriscar
seu negócio era sempre infiltrar
sempre arriscando levar um toco

por fim, viu ali o pivozão
desconhecido pela torcida
que fazia um jogo burocrático
mas no fim enterrava de costas

foi para esse último que passou
pra ser como ele a partir dali
tinha jeito de armador e ala
e fazia bonito enterrando

mas algo não saía de sua mente
ficava sempre olhando pro técnico
admirando seu trabalho duro
de organizar tudo aquilo ali

acabou mesmo por concluir
que logo penduraria o tênis
trocando pela prancheta e o terno
só respondendo ao dono do estádio.

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