Santa Catarina, padroeira das “crises”?

A Igreja comemora hoje a festividade de Santa Catarina de Sena, doutora e virgem, padroeira da Europa. Sua história é muito interessante e pode nos ser muito útil nos tempos atuais: nascida em 1347, logo na infância consagrou sua virgindade a Cristo, entrando na adolescência para uma congregação como leiga. Colocou-se por vontade própria em claustro em seu próprio quarto, donde só saiu para ajudar os vitimados pela peste que assolava a Itália. Analfabeta, ditava suas obras enquanto lá esteve, dentre elas, cartas de encorajamento e o "Diálogo sobre a Providência Divina", a mais conhecida.
 
Quando livre, foi até Avignon, na França, onde o papa estava radicado. Era um período de agitação política na Itália, e o papa resolveu se retirar por tempo indeterminado na França. Ela lá estando, rogou a Sua Santidade para que voltasse a Roma, o que aconteceu. Sim, o papa voltou para o lar do trono de Pedro depois do pedido de Santa Catarina. Se depois disso iniciou-se uma crise ainda maior, conhecida como o Grande Cisma do Ocidente, não importa. O que interessa é que uma leiga mudou o destino da Igreja.
 
Esta história do Cisma é muito complicada de triste, podendo ser considerada uma das maiores crises da história da Igreja. Até porque surgiram então dois papas, o verdadeiro e o anti-papa, que requisitava para si a sucessão de São Pedro. Imagino o que teria acontecido se houvesse jornalistas naquela época. Hoje casos isolados – talvez numerosos, dependendo de como se vê – de pedofilia fazem com que "especialistas" decretem o fim da Igreja. O próprio Reinaldo disse: "ou a Igreja acaba com o celibato, ou o celibato acaba com a Igreja". Imagine o que teria dito se vivesse na época de Santa Catarina.
 
Além disso, o exemplo dessa mulher nos mostra como os leigos têm importância fundamental no corpo da Santa Madre. Dizem que quando Cristo apareceu a Catarina, Ele disse que ela mostraria "como uma mulher fraca pode envergonhar o orgulho dos fortes". Estamos em mais uma "crise" da Igreja, que não chega nem no calcanhar daquela que Santa Catarina presenciou. Mas ela, com fé, tentou colaborar – e conseguiu – para a resolução do impasse. Talvez também hoje também seja momento de se deixar de lado os grandes jornalistas que vociferam de um lado e os grandes bispos que clamam de outro e deixar o bastão na mão dos "fracos" leigos, que tanto amam a Igreja de Nosso Senhor.
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