Somos cristãos na presença do Senhor

Acompanhei nos últimos dias a movimentação do XVI Congresso Eucarístico Nacional, que aconteceu em Brasília, logo após a 48ª Assembleia Geral da CNBB. Desde o início do ano sabia da existência desse congresso, mas confesso que não sabia nem um pouco do que se tratava. O nome, não é lá dos mais cativantes ("congresso" dá a ideia de algo meio maçante), porém a oração oficial era muito bela. Mas foi mesmo por um golpe de sorte que liguei a TV na quinta-feira a noite e acompanhei parte da Santa Missa de Abertura.
 
Já neste primeiro contato vi que o negócio era maior, mais bonito e mais importante do que minha humilde consciência imaginava. E isso se confirmou na Santa Missa do sábado de manhã, quando Dom João, arcebispo de Brasília, deu a primeira Eucaristia a mais de mil crianças. À noite, Celebração para os jovens, presidida pelo simpatissíssimo Dom Geraldo, presidente da CNBB, seguida de vigília ao Santíssimo Sacramento até o sol raiar. Por fim, hoje de manhã aconteceu a Missa de Encerramento, com o Cardeal Dom Cláudio, enviado especial do Papa. No fim das contas, consegui resumir tudo numa só palavra: espetacular.
 
Espetacular não só pelo grande evento, pelo primor na organização, pelo visual maravilhoso da Esplanada dos Ministérios ao fundo do grande altar montado. Espetacular também não só pelos grandes nomes da Igreja lá presentes, pela presença massiva dos bispos que permaneceram depois da Assembleia Geral, pela multidão que fervosoramente tudo acompanhava. Espetacular porque em tudo que se fazia, em cada palavra proclamada, em cada partir do Pão, e até mesmo em cada erro cometido, sentia-se a presença constante do próprio Senhor. Não só se sentia: se via.
 
Eu, um tele-congressista, saio diferente depois de todos estes eventos belíssimos. A graça e a maravilha de ter Cristo presente ali, seu Corpo e Sangue que ele mesmo deixou, é inexplicável; ver que em seu entorno estava unida a comunidade dos apóstolos dos dias de hoje, nos faz ver a história passar diante de nossos olhos. Este XVI CEN me fez confirmar algo que a cada dia mais me fixo: não existe cristandade sem apóstolos. Mas, principalmente, me fez concluir algo que não muito frequentava minha cabeça: não existe Igreja de Cristo sem a Eucaristia.
 
A conclusão que chego, portanto, é até – me perdoem os pacificadores do mundo – um pouco anti-ecumênica.Se no planeta hoje há tantos e tantos cristãos que negam, blasfemam e ignoram a Eucaristia, são – no mínimo – semi-cristãos, cristãos incompletos. Até tentamos entender suas motivações para não crerem, mas mais do que aceitá-los como são, o desejo de todo católico é ver todos em volta do mesmo altar, onde o Pão e Vinho maravilhosamente se transformam. E depois, ao fim da ceia, ouvir todos clamando: "Fica conosco, Senhor!".
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