Crack Empreendimentos S/A

De uma hora pra outra, o crack se tornou o centro das atenções dos órgãos de imprensa, das organizações não-governamentais, do próprio governo. Por que ele chama tanta atenção, se drogas não são novidade na sociedade humana? Qual sua diferença para tantos entorpecentes tido como lícitos, ou tantos outros que, mesmo ilícitos, são defendidos com "unhas e dentes" para se tornarem legalizados? Por que ninguém o defende? Por que ninguém está disposto a fazer uma "Marcha do Crack"?
 
A resposta é simples: o crack mostra o lado mais negro, deprimente e vil das drogas em geral. É simples fazer o teste: tome-se qualquer uma dessas drogas que estão por aí, a espera de serem compradas por mim ou por você nos mercados, farmácias ou bocas-de-fumo; retira-se delas todos os benefícios de status social de quem as consome; deixa-se de lado qualquer efeito terapêutico que – com muita controvérsia – pode existir; sobra apenas a destruição das vidas, o vício que pede sempre mais para se manter, uma corrente que prende o pé do viciado a uma bola-de-ferro de, no mínimo, uma tonelada.
 
Com seu poder destrutivo imenso, ligado ao marketing muito bem feito dos traficantes, o crack já bate às nossas portas, em qualquer lugar que vivamos do país. No meu prédio, uma tentativa de homicídio tem sua causa ligada à droga. E engana-se quem acha que o fenômeno é isolado: reportagem do novo caderno Ilustríssima (antigo Mais!) da Folha de ontem mostra os motivos, digamos, "logísticos" desta expansão: com o crescimeno das drogas sintéticas nas classes alta, a cocaína perdeu espaço; mas a esperteza dos traficantes foi capaz de encontrar um novo nicho pra ela: as pedras de crack. Não acaba por aí: sua venda e consumo está conjugada com a maconha na maioria dos pontos-de-venda por aí.
 
As autoridades? Elas continuam com sua política de "diminuição de danos": a mesma do aborto, da eutanásia, do divórcio; aquela que "tapa o sol com a peneira". Pensam os altos escalões dos ministérios: "se não podemos evitar o uso do crack, pelo menos devemos dar condições dignas de uso aos viciados". Isto é atitude decente? Isto é levar vidas a sério? Não. Isto é "nivelar por baixo", como se tornou costume nesses tempos de liberalismo moral. O problema é sério e em pouco tempo invadirá nossas famílias. Façamos nossa parte, já que ao governo sobrou a redação de decretos-de-direitos-humanos que defendem o direito dos traficantes continuarem seus negócios promissores.
Anúncios
Explore posts in the same categories: Viagens

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: