A Família pós-moderna: problemas e dilemas

Estamos prestes a entrar na Semana da Família, de acordo com o calendário da Igreja. Estamos também no mês das vocações; é fácil perceber como os vocacionados para o matrimônio estão mais em baixa ultimamente do que os que querem ser sacerdotes. E também não é difícil perceber como isso altera a nossa realidade social: a família pós-moderna é a gênese de grande parte dos problemas enfrentados em âmbito nacional e até mundial. Lendo os textos da Folha de hoje, consegui fazer uma colcha de retalhos de matérias sobre a família, fazendo um perfil bem interessante dos problemas atuais.
 
Primeira questão: o divórcio. Reportagem do caderno Cotidiano trouxe uma pesquisa mostrando que crianças que possuem pais divorciados vão pior na escola. Isso não quer dizer que o divórcio faça cair o nível de aprendizado: simplesmente as crianças nessa situação podem se tornar depressivas ou irritadas, se interessando menos pelos estudos. É interessante ver alguém tratando o divórcio como fenômeno, já que está muito banalizado, como querem que o aborto fique também. Mas eu sei – por experiência própria – que ele causa estragos indeléveis na vida da pessoa-criança, não só na escola.
 
Segunda: a atual interferência do Estado na vida familiar, demonstrado – entre outros fatos mais antigos – pela atual "lei das palmadas", que impedem os pais de cometeram agressão física contra as crianças. Quem fala sobre isso é o filósofo Pondé na Ilustrada. Sintoma de quê? De que os pais não estão dando conta de seus filhos por si só, – como a escola sabe há tempos – e o Estado está tendo que regular as ações dentro dos lares. Lembro-me de ter lido em algum ponto do Catecismo que as esferas sociais maiores não deviam influenciar as menores. Sinal maior de desestruturação das famílias não há.
 
Direto do costumeiramente "ótemo" caderno FolhaTeen, o terceiro problema: filhos adolescentes que descobrem que seus pais são gays. É óbvio que o jornal tanta defender que a moçada achou normal, aceitou numa boa. Mas o relato de uma filha que descobriu que seu pai e sua mãe eram homossexuais, desenha a situação: "Eu estava confusa". Creio que deva ser a mesma situação de quem tem pais divorciados, que nunca deveriam ter casado: somos frutos de acidentes que não aconteceriam. É complexo. Ainda bem que a Rosely Sayão vem salvando a situação, falando sobre compreender os pais como eles são.
 
Mas é dos textos do New York Times que discuto sobre o casamento em si, base da família: primeiro com uma boa reportagem sobre maridos e mulheres que convivem com cônjuges com déficit de atenção, um problema mais comum do que se pensa. Há também um ótimo ensaio sobre o fato de a maior parte dos casais hoje preferirem dormir em camas separadas, os benefícios de curto prazo e os problemas que esse costume cada vez mais comum traz. Ótimo pra se refletir sobre como o casal necessita de perdão e compreensão para conviver.
 
Acredito que estes temas possam ser úteis para vários textos na Semana da Família. Ficam as ideias. Pelo menos até segunda ordem.
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