“Santo, eu?”

A Igreja comemora neste domingo a Solenidade de Todos os Santos, momento para recordar todos aqueles que viveram na fé e fizeram de suas vidas instrumentos de um Amor verdadeiro, aquele que surge de Jesus Cristo e dá frutos. Falando assim, parece que santidade é algo de gente sobre-humana (ou louca mesmo), que consegue passar pelas desgraças deste mundo sem senti-las, sofrê-las, vivê-las; parece que é algo circunscrito na Idade Média, onde a religião era o principal da vida e da sociedade; parece distante de nós. Mas não é! Dentro do conceito de santidade se agrupa muita coisa, e muita coisa que a gente precisa, num mundo tão estranho quanto o nosso. Ser santo é amar, sem limites, sem amarras. Talvez nosso país – e o mundo – precisem menos de reformas tributárias, eleitorais, fiscais, policiais, sociais, educacionais, e mais gente santa pra fazer com que tudo que temos – esquemas imperfeitos – funcionem ativamente, em prol do ser humano. Bem como resumiu este famoso texto do papa João Paulo II:

Precisamos de Santos de calça jeans

Precisamos de Santos sem véu  ou batina.

Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. 

Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.

Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”.

(João Paulo II)
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