O homem responsável é o mais feliz

O homem (masculino) na sociedade moderna sempre foi considerado o varão, aquele que detinha o poder da ação, enquanto a mulher era mantida no trabalho do lar, na criação dos filhos. Não vejo que isso seja tão mau quanto rogam as feministas mundo afora, mas acredito que em ambos os papéis houveram exageros. No último, existem muitas mulheres totalmente submetidas ao marido, tão submissas ao ponto de não ter opinião própria e não conseguir dialogar em conjunto; mas isso fica pra outro texto. O que penso hoje é na postura masculina, que aproveitou sua liberdade de poder se manter fora de casa por um longo tempo para usufruir um tanto quanto exageradamente das volúpias e diversões sem sentido.

Penso nisso porque hoje a Igreja celebra a festa de São José, esposo da Virgem Maria, homem escolhido por Deus para proteger Seu Filho, dar sustento e ser a segurança da família até que Ele tivesse idade suficiente para viver bem. Quando contemplamos Maria e sua entrega de vida para receber, criar e dar suporte ao Filho de Deus (se é que Ele precisava disto), até achamos normal, nesse jogo machista dito acima; ela é mulher sabe “cuidar” das coisas. Mas e se pensarmos em José, que da mesma forma entregou toda sua vida ao “projeto Jesus”? Ele que ao receber a mensagem do anjo, acolheu a mulher que não carregava um filho seu, e que o amou com amor de pai? Seria São José um infeliz?

É certo que não, e creio que tal questionamento provém exatamente do aspecto cultural dito acima. O homem é naturalmente dado a certos tipos de atividades fora do lar; a mulher, o contrário. Mas foi esse contato tão próximo com o ambiente social que fez o ser humano macho cair em determinados hábitos que não o levaram muito longe: a confraternização com os amigos em ambientes não familiares se transformou em bebedeira, desde o começo da sociedade humana; o contato com mulheres que – por algum motivo – não formaram uma família trouxe a infidelidade, considerada normal por muitos; a gana pelo dinheiro e pelas posses o lançou na jogatina e nas apostas.

Algo nisso tudo não soa tão estranho… Hoje em dia homens e mulheres convivem em ambientes onde bebida, sexo e jogos em excesso fazem a pauta dos eventos. Estaria eu sendo machista acima? Não, a cultura atual que é machista; aquela mesma que se diz feminista, pois ela não trouxe apenas dignidade à mulher, mas a inseriu em costumes e ambientes que são danosos, antes quase exclusivamente masculinos. E ao contrário do que muita gente pensava, não foi isso que trouxe a felicidade ao ser humano; o “liberalismo moral” da atualidade só fez com que as pessoas se afastassem e se estranhassem, num sentimento egoísta de bem-estar e busca de prazeres.

Portanto, acredito que São José ainda é exemplo de vida vivida com seriedade, responsabilidade e alegria. Muitos talvez pensem que estes sejam termos inconciliáveis, mas não o são: José deixou de lado tantos eventos que trariam prazer momentâneo, mas depois sucumbiriam às areias da história, ficariam apenas marcados em registros no cérebro (nem sempre bons); e aderiu a um plano de felicidade que mirava o eterno, uma alegria que não passa, o bem que é constante, o Sumo Bem. É a infelicidade e a fugacidade do mundo atual que me fazem crer que era José, esposo de Maria, que sabia o que era celebrar um perfeito “diaversário”.

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