Decidam-se: Cristo É ou não é?

A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”. Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”. – Jo 4,25s

 Foi por uma sucessão de fatos históricos e milagrosos que o mundo ocidental se tornou quase que exclusivamente cristão. Religião surgida do grupo de seguidores de um homem nascido há dois mil anos, os cristãos podem ser descritos como aqueles que se afastaram do judaísmo por crerem que o Messias, o Filho de Deus enviado à Terra para salvá-la, já veio e já nos visitou: Ele era Jesus, o Cristo, líder desse “movimento” que, saído da Palestina por meio dos apóstolos, se infiltrou no Império Romano, e daí foi um passo para o mundo todo sob a influência européia. Por seu tempo de existência, a imagem da igrejas cristãs já está razoalvemente desgastada; a do seu fundador, porém, continua viva e firme no mundo. Jesus Cristo talvez seja a figura mais conhecida do planeta; tendo em vista até o episódio em que os Beatles se disseram mais conhecidos que Ele e receberam críticas severas.

A pessoa de Jesus (e o visual característico que Ele veio sendo descrito desde então) é reconhecida no mundo tudo, e extremamente debatida e repensada, até mesmo no âmbito externo ao eclesial. É só dar um passeio por qualquer livraria e se encontrará livros que querem tratar do Jesus “psicólogo”, o Jesus “líder”, como se fossem as características e dotes daquele homem que o teria feito tão importante, e nelas deveríamos nos espelhar. Existem também centenas de documentários nos canais especializados, tentando descobrir o Cristo “histórico”, quais as verdadeiras questões que envolveram seus apóstolos e seguidores, qual é a verdade acerca da sua ressurreição, etc. É seu caráter atual e sempre fascinante que faz com que sejam sucessos de bilheteria filmes como “Código Da Vinci” ou “Anjos e Demônios”.

Ou seja, para a esmagadora maioria das pessoas do mundo – inclusive as ateias – se forem questionadas sobre a pessoa de Jesus, dirão que ele foi realmente fascinante, um grande homem, um exemplo para a humanidade. E para-se por aí, achando que ele – com “e” minúsculo -, Buda, Gandhi e Chico Xavier estão no mesmo balaio. Eu já pensei assim, mas não penso mais. Por quê? Ato de fé? Iluminação divina? Pode ser, mas é primeiramente uma tarefa lógica.

Quem lê e estuda um pouco mais as Sagradas Escrituras (Bíblia), em especial o Novo Testamento, mais em especial ainda os Evangelhos que contam a vida de Cristo, vão perceber trechos como o que destaquei acima: Jesus se autoproclama o “Cristo”, algo que pra nós possa até ter virado dito popular (pegaram ele pra Cristo), mas tem uma importância fundamental nessa análise: o Cristo, o Messias, era alguém esperado pelo povo judeu; não um alguém qualquer, como um profeta ou um patriarca, mas o Filho de Deus. Aí vem um esperto e pergunta: “nós não somos todos filhos de Deus?” Não, definitivamente: somos Suas criaturas. Pensemos no artista: qual a diferença de uma obra que ele cria, para um filho que ele concebe? Minha mãe pinta quadros, e acredito que eu seja muito mais importante do que qualquer obra que ela tenha produzido.

O caráter divino de Jesus fica muito claro na expressão que Ele usa com a samaritana no trecho acima: “Sou eu”. Quando Moisés pergunta a Deus qual era Seu nome, para que ele informasse ao povo suas ordens, Deus diz “Eu sou aquele que sou”, expressão em hebraico que se torna a referência de Deus: Ya-Weh (Eu-Sou). E não é só nessa passagem que Jesus diz que “Ele é”, mas existem várias outras, como quando Ele é interrogado na frente do Sinédrio, antes da Paixão. Aí vem a questão de lógica: 1 – Jesus dizia que “Ele era”, por assim dizer, a própria divindade; 2 – existem aquelas pessoas que citei acima que acham Jesus um cara bacana, mas só mais um dos caras bacanas por aí, talvez como Barack Obama; 3 – Como podem essas pessoas achar Jesus um cara decente se Ele falava que era Deus? Fica assim, das duas, uma: ou achamos que Jesus foi um doido varrido, um megalomaníaco qualquer por aí que fica se achando uma divindade; ou Ele era realmente o Filho de Deus, e acreditamos em tudo que Ele disse, inclusive na Sua Divina “psicologia”, “liderança”, etc.

Não sei se ficou complicado, mas para mim é muito claro: tomando como base o JESUS inteiro (sem recortá-lo, como alguns fazem por aí), podemos deixá-lo de lado por achar que Ele só dizia loucuras (“ele acabou pregado numa cruz!”), ou nos ajoelhamos em sua frente por ser Ele o próprio Deus, Rei do Universo. Não há outra opção! (só pra deixar claro). Ah, sim: aceitar Jesus como Deus inclui uma série de outras questões, como realmente seguir o que Ele diz, etc etc. Mas aí acho que a gente já sabe como funciona; fica pra outra hora.

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