Minha vida é minha verdade

Qual é a verdade da sua vida? Difícil responder, não? Vamos pensar um pouco. Vivemos numa época do mundo – o chamado Pós-Modernismo – onde muitos especialistas gostam de dizer que as verdades estão relativizadas, que ninguém faz parte de nenhuma postura, seja política, religiosa ou ética, mas todos temos a mesma consciência acerca do que devemos fazer ao mundo, então agimos em conformidade; somado a esse fato as tecnologias da globalização, estaríamos todos caminhando para a formação de uma “aldeia global”: todo mundo com os mesmos valores, resultados de um mix do que o mundo produziu até hoje. Seria um “Nova Era” da política, ou uma “social-democracia” da religião, e outras misturanças feitas por aí, pra tentar agradar a gregos e troianos. Finalmente, diriam esses rapazes, que se o mundo continua desigual e com guerras, é por causa de alguns seres estranhos ficarem defendendo ideias e ideais por aí.

É lógico que discordo disso tudo aí, e pelo seguinte motivo: não é necessário sair por aí empunhando bandeiras, cobrindo-se de símbolos, vestindo-se de cores de determinado movimento para fazer parte daquele “grupo” de fanáticos defensores de uma causa. Ao contrário: não há como fugir de defender uma verdade. Afinal, nosso cotidiano é feito de “sins” e “nãos”; a todo momento nos deparamos com uma decisão, e por mais automático que esse processo se dê em nossa mente, optamos por determinado caminho. Isso pode ser notado desde o momento de escolher uma roupa para sair, no caminho a tomar até o trabalho, na palavra a dirigir ao colega, ou ao se deparar com alguém pedindo ajuda. São escolhas! E o conjunto das escolhas gera uma… conduta! E é nessa conduta, que criamos conscientemente ou não, que está baseada a nossa verdade de vida. Portanto, todos defendemos uma verdade.

Seria, então, mais bacana que a gente tivesse a sabedoria de perceber nossos atos e para onde eles estão indo. Até porque eles tem consequências, que vão muito – mas muito – além do que podemos imaginar. Na Igreja, fazíamos memória ontem da aparição de Nossa Senhora em Fátima; naquela ocasião ela pedia – entre outras coisas – que se consagrasse a Rússia ao seu Imaculado Coração. Isso era em 1917. Aí pensamos “peraí, Rússia? Mas Fátima não é em Portugal, milhares de quilômetros dali?” Pois é, aí vem o assustador do maravilhoso: naquele momento, em maio de 1917, a Rússia passava pela chamada Revolução Bolchevique, que em outubro daquele ano resultaria na tomada de controle do país pelos soviéticos comunistas. Dali, a gente conhece a história: formação da União Soviética, recrutamento de partidos comunistas pelo mundo, que estão até hoje em nosso meio – e muito atuantes – colaborando para exatamente aquela relativização das verdades, provenientes do “materialismo histórico” ateu aplicado na prática lá naquele ano de 1917, na Rússia. Olha como as coisas andam…

Portanto, companheiros e camaradas (pra entrar no clima), as nossas atitudes geram, sim, consequências, reflexos, mudanças, que vão muito além de nossos horizontes. Aí fica claro: se espalhamos aqui, na ponta da corda, vida, é vida que será sentida até no fim dela, onde não temos ideia de que exista gente; se espalhamos morte, é morte que será proclamada e vivenciada até nos confins do universo. A relativização das verdades dos tempos atuais tiram essa capacidade de percebermos a importância de nossas posições, de cada “sim” e cada “não” dito em todos os segundos de nossa existência. Mas essa postura não muda a realidade, de que isso continua acontecendo, de que o homem continua sendo um ser que comunga do outro, que suga sua existência da existência daquele que está ao lado.

E o mais impressionante é que esta falta de percepção está se espalhando em todos os níveis da sociedade, inclusive naqueles que comandam a nação, causando efeitos mais danosos ainda (vide a decisão do STF semana passada). Somos convidados a “relativizar” os deveres humanos em prol da inclusão social, mas também somos obrigados a tolerar determinados valores do “politicamente correto” (que gosto de chamar de Rolo Compressor do Pós-Modernismo) em prol dos direitos de alguns para a mesma inclusão social.  Lembrem-se: a consciência de nossos atos deve levar em conta que ele se reflete em todos, na humanidade inteira, por mais maluco que isso pareça. Tudo deve ser questionado de forma simples: “gera o bem ou não? Causa morte ou não?” Ao praticarmos este exercício veremos como um “diaversário” vivido assim colabora não só para nossa vida, mas para todo o desenvolvimento do planeta.

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