“É guerra?” “Não, é festa”

O episódio de hoje da saga que o Papa Bento XVI está construindo acerca da oração é um dos mais famosos da Bíblia: o bezerro de ouro. Moisés está liderando o povo judeu na saída do Egito, rumo à terra prometida. Deus o chama para subir ao monte Sinai, onde Ele lhe dará as tábuas com as Leis de Deus, sua Aliança com o Povo Escolhido. Acontece que o patriarca fica um bom tempo no monte – uma lei do tamanho da judaica não é tão rápido pra fazer o “download”. Até que o povo começa a se irritar e resolve fazer uma estátua de um bezerro com os ouros de suas joias. E por fim dizem: “eis o deus que te tirou do Egito!”. Deus avisa Moisés e ele desce do monte; quando chega no acampamento ouve um barulho imenso. “É guerra?”, pergunta seu auxiliar; “não, é barulho de festa.”

Apesar do foco do Papa ser na intercessão de Moisés para que Deus não se enfureça com o povo, me chamou a atenção este trecho da passagem. Como deveria ser a barulheira no acampamento dos judeus para o ajudante de Moisés achar que era uma guerra que se dava! E o patriarca responde calmamente que é festa, como se dissesse “está é a festa desse povo”. Moro ao lado do agito dos universitários; quem não está acostumado, ao ouvir a algazarra, pergunta: “é guerra?”; respondo que é só a festa deles. Moisés intercede por aquele povo pecador, que havia trocado Deus por outro falso deus feito pelas mãos humanas. Seu pecado é mostrado exatamente pelo insuportável ruído que vinha de sua “felicidade”; na verdade, travavam a guerra e estavam longe da paz.

 

PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
 Quarta-feira, 1° de junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs,

Enquanto o Senhor, no cimo do monte Sinai, dava a Moisés os Dez Mandamentos, ao pé do monte o povo de Israel já estava a transgredi-los, fabricando um vitelo de ouro e prostrando-se diante dele. Por isso Deus reage e manda Moisés descer do monte, dizendo: «Deixa que a minha ira se inflame contra eles e os destrua! De ti farei uma grande nação». Dizia-lhe isto, na esperança que Moisés intercedesse. É que a punição e a destruição, em que se exprime a cólera de Deus como rejeição do mal, indicam a gravidade do pecado cometido, enquanto a prece do intercessor pretende manifestar a vontade de perdão de Deus. A súplica de Moisés está inteiramente centrada na fidelidade e misericórdia do Senhor. Mediador de vida, Moisés solidariza-se com o povo; desejoso apenas da salvação que também Deus deseja, renuncia completamente à perspectiva que lhe era oferecida de se tornar, ele mesmo, pai de um povo agradável ao Senhor.

* * *

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos, com menção especial das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição em festa pela recente beatificação da sua Madre Fundadora. Esta queria ver-vos todas unidas num mesmo e único pensamento: Deus. No pensamento e serviço de cada uma, o hóspede seja Deus; e, com Ele, a vossa vida não poderá deixar de ser feliz. Sobre vós, vossas comunidades e famílias desça a minha Bênção.

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110601_po.html

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