Elias, a Igreja e o Fogo Divino

Quarta-feira, continuamos hoje com a série de audiências que o Papa Bento XVI está fazendo sobre a oração, nos mais variados ambientes da história do homem. Semana passada não postei o resumo, mas também não houve “aula”, já que o Papa aproveitou a oportunidade para contar de sua visita pastoral à Croácia, realizada há dois fins de semana. Antes de falar do assunto de hoje, gostaria de ressaltar esse aspecto: como Bento XVI continua muito bem a tradição criada pelo seu antecessor, o Beato João Paulo II, em relação às viagens. É realmente um imperativo para os Papas deste novo milênio. A comoção gerada pela presença do sucessor de São Pedro em seu país é animadora pra qualquer comunidade, que vê naquele velhinho uma mostra viva de que somos Igreja.

Mas adentrando o assunto hodierno (como dizem os textos papais), Bento XVI fala sobre Elias, este personagem tão marcante para os judeus, contado no Primeiro Livro dos Reis. O mais interessante deste profeta é que sua contribuição decisiva à nossa fé é sentida também na tradição cristã, principalmente pela famosa congregação dos Carmelitas, que possuem em Elias seu principal patrono. Quantos santos importantes não sairam dessa parte tão bonita da Igreja! São João da Cruz, Santa Teresa D’Ávila, Santa Teresinha de Liseux. E isso graças ao espírito forte e combativo de Elias, que não se negava a ir onde o Senhor desejava e de mostrar seu poder com braço forte. É o que mostra o trecho narrado pelo Papa nesse resumo. Como consequência, o profeta é um dos poucos que foram “arrebatados” ao céu, de corpo e alma, sem passar pela morte.

 

PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
 Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs,

Na história religiosa de Israel, sobressai a figura de Elias, cujo nome significa: «O meu Deus é o Senhor». E, com o nome concorda a sua vida, toda ela votada a provocar no povo de Israel – que se extraviara atrás dos ídolos – o regresso ao Senhor seu Deus. Um dia reuniu o povo no Monte Carmelo, desafiando-o a escolher entre o Deus verdadeiro e os ídolos. Tanto ele, o profeta do Senhor, como os profetas de Baal vão preparar um sacrifício sem atear o fogo; depois cada um invoca o seu Deus. Aquele dos dois que responder, enviando o fogo para queimar o sacrifício, será o verdadeiro Deus. Elias rezou assim: «Respondei-me, Senhor, para que este povo reconheça que sois o verdadeiro Deus e converteis os seus corações». Com a sua súplica, pede a Deus aquilo que o próprio Deus deseja fazer: manifestar-Se em toda a sua misericórdia, fiel à própria realidade de Senhor da vida que perdoa e converte. E o Senhor responde, enviando o fogo que consome a vítima do sacrifício. E o povo reencontrou a estrada da verdade, reencontrou-se a si mesmo: «O Senhor é o nosso Deus».

* * *

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma saudação amiga de boas-vindas para todos, com menção especial para os fiéis das paróquias de Nossa Senhora da Conceição, em Angola, São Sebastião de Campo Grande, no Brasil, e São Julião da Barra, em Portugal. Possa esta peregrinação ao túmulo dos Apóstolos ajudar-vos na vida a cooperar plenamente com os desígnios de salvação que Deus tem sobre a humanidade. Como estímulo e penhor de graças, dou-vos a minha Bênção.

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110615_po.html

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