Uma Viagem para dentro de Si

Percebi nos tempos pra cá um dos valores mais fortes de se possuir uma “vida espiritual ativa”, se é que é possível dizer isso: a grande viagem que se faz no interior de si mesmo. Não há método mais eficaz para buscar um auto-conhecimento, um senso de realidade apurado, uma maneira de chegar à conclusão que a vida é “de verdade” e não uma invenção de nosso cérebro. Todas as vezes que a fraqueza na fé me abate, o mesmo pensamento me vem: “a vida parece ser tão irreal/surreal”. E isto só acontece pois a vida vivida de qualquer jeito, sem nenhum tipo de moral ou cuidado nas nossas atitudes, fica parecendo um avião que não para pra abastecer, não faz escalas, não desliga. É por isso que o tempo “anda passando rápido”.

E se engana muito quem pensa que religião é ascese, é subir a um degrau acima da existência, é ficar olhando pro céu esperando a vinda do Salvador. Isso é falácia de marxista, que acredita que a religião é aquilo que “ilude o homem de sua condição verdadeira”, que “faz com que o ser humano oprimido não perceba sua verdade e não lute para alterá-la”. Ontem pensava em quem é mais crente (no sentido ruim da palavra, de ilusão): aquele que crê no Messias que veio e nos salvou; ou aquele que crê que agora com Gleisi Hoffman o nosso governo vai para frente? Não digo com isso que devemos desacreditar de ambos (como muitos andam fazendo), mas pensar que só a fé movimenta nossa vida.

E fé por fé, prefiro uma perfeita. Uma que não se paute pelas meias-verdades humanas. Que não viva numa em busca de uma “utopia social” tão danosa quanto uma “utopia sobrenatural”. Prefiro uma consciência que olhe com humildade para as relações humanas; que não coloque no mesmo saco-de-batatas-fritas tantas pessoas que são extremamente diferentes, como se tivéssemos comportamento de manada. Tudo bem, muitas vezes o temos; mas será mesmo que é melhor uma ideologia que pense que as manadas devam estourar o redio ou a que crê na importância e sacralidade de cada elefante, ou melhor, de cada ovelha?

O texto de hoje é curto, um misto de agradecimento e desabafo. Agradecer a um Deus que me dá a oportunidade de adentrar no mais profundo de mim e assim ter a possibilidade de questionar “defeitos de nascença” que atrapalham minha vida. Desabafo por tantos que querem nos empurrar para visões parciais da história, que só compreendem o próprio mundo ficcional que até Platão acharia sem sentido. Sorte que temos aqueles que compreendem, que não fazem de suas posturas ideológicas dogmas mortais. Da minha parte, digo a quem interesse: Cristo não é ideologia, é o Caminho; não é um ideal, é a Verdade; não é uma filosofia, é a Vida. E por incrível que pareça, como diria São Paulo, a consequência disso é a vida humilde de cristão, que ama suas fraquezas, pois são nelas que o poder de seu Deus se manifesta.

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