Cometendo os mesmos erros…

E, prostrado por terra, [Moisés] disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua.” – Êx 34,9

Lei da Ficha-Limpa: proíbe pessoas que passam por processos na justiça a se candidatar a cargos públicos. Certo, mas me digam: por que ela é necessária? Nós votamos nos homens que irão nos representar no processo decisório do país, influenciando – e muito – em nossas vidas. Aí o rapaz  (ou a moça) se envolveu num processo barra-pesada de desvio de dinheiro, quebra de decoro ou outras falcatruas de quem usa mal o poder que lhe foi concedido. Seu destino? Reeleição. Isto hoje em dia virou motivo de indignação fácil: como é possível alguém votar em Fernando Collor pro Senado? Como é possível João Paulo Cunha estar novamente na Câmara? Como Roseana Sarney pode ainda ser a governadora do Maranhão?

Casos de amor: como é bonito ver um casal apaixonado! O outro é perfeito, e deve ser defendido em todas as circunstâncias. Não, ele não é feio; não, ela não fala demais; não, ele não é tão rude quanto parece. São uns amores de pessoas, vindas diretamente dos contos de fadas para a nossa realidade. E aí, de repente, surge o rompimento. Fulano? É um crápula, cafajeste, sem-vergonha, galinha. Ela? Uma piranha, vagabunda, sem caráter, sem futuro, sem sentimentos. E deita pronunciamentos sobre o mal do relacionamento a dois. Namorado? Nunca mais! Casar? Só pra gente louca! Passa-se um tempo, e os amigos se supreendem: ele (a) está com “rolo” novamente! Isso quando não é a mesma pessoa…

Uma branquinha, pra afogar a mágoa. Uma cervejinha, pra comemorar a semana que passou. Um cigarrinho, pra fazer uma pose. Uma “ervinha”, pra dar aquele relax. Uma “coquinha”, pra dar aquela animada na festa. Uma “pedrinha”, pra aliviar a angústia. E aquele passatempo, que tinha uma desculpa, vira vício. Mas demora pra chegar nesse nível, pelo menos na cabeça de quem o utiliza. Isso aqui? Eu largo quando quiser! E vai comendo teu dinheiro, comendo teu tempo, tua vida, teus amigos, tua família, teu emprego, tua liberdade. Ah! Tirem-me deste círculo de vício! Aí é o chicletinho de nicotina, os grupos de reunião, a fazenda da Igreja, o centro de reabilitação. “Há xx dias limpo.” Mas quando vejo aquela cervejinha gelada, me dá uma vontade de tomar uma, e mais uma, e mais uma….

Situações comuns, estas acima, não? Penso que uma delas já fez parte da vida de cada um de nós, ao menos de relance, de leve. Seja na decisão política, amorosa ou de saúde, estamos sempre tentados a cometer os mesmos erros. E gostamos de criticar aqueles que fazem assim! Chamamo-lhes de quê? “Cabeças-duras”. Sim, a mesma expressão que Moisés disse a Deus no trecho acima. Sabe o que o Patriarca estava fazendo? Pedindo ao Todo-Poderoso outra Tábua da Lei, já que a primeira ele tinha quebrado ao ver que o povo não suportou sua ausência por alguns dias e haviam feito um “bezerro de ouro” pra substituir Deus. No fim, Ele atende o clamor de seu servo, e dá outra Tábua para seu povo-de-cabeças-duras. E nós? Até quando vamos contar com tábuas novas para reescrever aquilo que desperdiçamos pelos velhos erros?

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