Pedindo e Bendizendo

As palavras do Santo Padre em suas audiências de quarta-feira são belíssimas! Lembro que o que posto aqui são os resumos; vale a pena ir ler os originais aqui. No discurso de hoje, o Papa começa a falar sobre o Livro dos Salmos, talvez o mais famoso de toda a Bíblia. Bento XVI frisa que os 150 salmos que o compõem poderiam ser divididos em súplicas e louvores, tendo um influência sobre o outro e acabam confundindo-se. São dois assuntos, porém, que me deixam pensativos hoje em dia: quais são os limites para as súplicas que fazemos a Deus? Como deve ser o nosso louvor para Ele? Quais práticas são justas, válidas, éticas, do seu agrado? Quais fogem do foco e do que é bom para nós e toda humanidade?

É claro que essas dúvidas só aparecem pois vemos por aí tantos líderes religiosos clamando súplicas e pedidos um tanto questionáveis; além também de em muitos lugares o louvor ter virado motivo de pura festa e cantoria. O que é necessário saber para praticar esses atos com inteligência? Acho que, fundamentalmente é preciso humildade. Só com ela conseguimos nos colocar no lugar que nos cabe. Dessa forma, não fazemos súplicas como se Deus fosse um mordomo espiritual a cumprir nossas vontades mais superficiais; do mesmo modo, também não faríamos louvores espalhafatosos como se fossem eles que aumentassem os pontos na nossa “média” com Ele. Sem ela, queremos sempre estar “bem na fita”, e esquecemos qual é verdadeira ordem dos fatores.

 

PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
 Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje iniciamos uma nova etapa no percurso das catequeses sobre a oração, ao entrar no “livro de oração” por excelência: o livro dos Salmos. Composto por cento e cinqüenta salmos, segundo diversas formas literárias, o Saltério se apresenta como uma manifestação das múltiplas experiências humanas que se fazem oração. E, dentre essas formas expressivas, há dois âmbitos que sintetizam toda a oração do saltério: a súplica e o louvor. Trata-se de duas dimensões correlacionadas e inseparáveis, pois toda a súplica é animada pela certeza de que Deus responderá, abrindo-se assim ao louvor; por sua vez o louvor brota da experiência da salvação recebida, que supõe a necessidade de ajuda, expressa pela súplica. Desta forma, os salmos ensinam a rezar, de modo análogo ao que acontece com a criança que aprende a falar, assimilando a língua de seus pais para poder expressar as suas sensações e emoções. Nos salmos, a própria Palavra de Deus se torna palavra de oração. Por fim, é com Jesus que os salmos encontram o seu cumprimento definitivo e o seu sentido mais pleno e profundo. De fato, o cristão recitando os salmos, reza ao Pai em Cristo e com Cristo.

* * *

Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular os brasileiros de Curitiba e os jovens portugueses que se organizaram sob o lema “Eu acredito” para unir seus coetâneos à volta do Sucessor de Pedro. Continuai a fazer da oração um meio para crescerdes nesta união. Cada dia, pedi a Jesus como os seus primeiros discípulos: “Senhor, ensinai-nos a rezar”! Que Deus vos abençoe!

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/index_po.htm

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