Caiu na rede… abre o olho

As ferramentas da informática e das novas tecnologias da informação são fantásticas, mas sou um dos mais catastrofistas ao alertar seus perigos. Costumo dizer que no mundo real, as medidas de segurança para proteger nossas casas são um tanto quanto inúteis: se alguém quiser entrar e roubar-nos, vai achar meios para fazê-lo. Assim também é no mundo digital: o fato de ter um computador sem vírus, fishing scans ou invasões é simplesmente razão de ninguém ter realmente a intenção de colocá-los. Devemos tomar cuidado e ficar atentos pelos estragos que crimes virtuais podem causar; tanto em nossas vidas, quanto nos assuntos públicos, como vimos no noticiário dias atrás. O texto do NYT hoje fala dessa situação e nos alerta. Melhor que muros, grades, antivírus e firewalls é a prudência.

 

Atrás de ferramentas para frear hackers

Por CHRISTOPHER DREW e VERNE G. KOPYTOFF

 

Como hackers passaram a fazer ataques maiores, as corporações e agências do governo estão lutando para defender suas informações com novos procedimentos.
Especialistas dizem que a proliferação dos smartphones, o uso crescente do Facebook e de outras redes sociais como meio de trabalho e o armazenamento de dados pessoais na própria web estão oferecendo novos caminhos para os criminosos.
Enrique Salem, CEO da Symantec, a empresa de segurança na internet, reconheceu que os antivírus tradicionais “há muito tempo não conseguem acompanhar.”
As empresas estão criando serviços que avaliam a “reputação” do software, pesando fatores como a idade que tem e a quantidade de usuários, para decidir se o programa é seguro. Outros fornecedores estão vendendo firewalls melhorados e produtos que podem farejar sabotadores, detectando o uso incomum de arquivos tidos como padrões.
O crescimento no software malicioso tem sido impressionante. No ano passado, a Symantec descobriu 286 milhões de novas ameaças de software malicioso, ou cerca de nove por segundo, contra 240 milhões em 2009. A empresa disse que a quantidade de softwares nocivos no mundo passou o número de benéficos em 2007.
Os ataques de hoje dependem de uma imagem familiar. Em uma prática que ficou conhecida como “spear phishing”, os hackers enviam e-mails que parecem vir de colegas de trabalho ou de amigos e incluem anexos que podem liberar malware -o software capaz de furtar senhas e outros dados confidenciais.
Alguns especialistas em segurança dizem que as empresas podem melhorar a proteção contra tais ataques através da expansão do uso de “listas brancas”, um tipo de segurança que concede acesso apenas a programas presentes em uma lista de software seguro.
Bit9, empresa de Massachusetts que oferece o serviço lista-branca, diz que tem milhões de candidaturas aprovadas no seu registro.
Fornecedores de segurança, como Nir Zuk, funcionário da Palo Alto Networks, uma empresa de firewall baseada em Santa Clara, na Califórnia, dizem que, na vida real, as pessoas estão sendo bombardeadas com todos os tipos de links, e uma ameaça à segurança pode estar escondida em qualquer um deles. “Trata-se de clicar em um link ou em uma apresentação sobre como melhorar o seu jogo de golfe”, disse ele.
Nova tecnologia de segurança deve proteger contra todas as fontes de arquivos maliciosos, sejam elas advindas do e-mail, de um feed LinkedIn ou de um link no Twitter, disse Zuk. Ele disse que firewalls mais fortes, que monitoram as redes de computadores, também poderiam ajudar.
Especialistas em segurança dizem que as empresas também devem adaptar os seus sistemas de segurança para proteger contra ataques através de smartphones e tablets. Embora tais dispositivos móveis aumentem a conveniência para os trabalhadores, eles criam um novo acesso para a rede, razão pela qual necessita do seu próprio sistema de segurança.
E os seres humanos continuam a ser o maior problema em todas as redes de computadores, fator que nenhum sistema de segurança pode eliminar, disse Mark Hatton, executivo-chefe da Core Security Technologies, uma empresa sediada em Boston. “Você diz para o cara não clicar no link que promete iPad de graça”, disse ele, “e ele sempre clica no link do iPad gratuito.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny0407201112.htm

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