Campanha para a Evangelização 2011 – “Ele veio curar nossos males”

Subsídio para a compreensão do Lema: “Ele veio curar nossos males” [resumo]

 

1 – Algumas considerações sobre a condição humana

O Natal nos ilumina para que tenhamos uma nova forma de olhar para a condição humana. A vinda de Jesus ao mundo, unindo as coisas da terra às coisas do céu nos possibilita uma compreensão mais profunda sobre a nossa natureza e os motivos pelos quais nós existimos e, por isso, somos convidados a ver, à luz da fé, todos os elementos que marcam a condição humana.

2 – Jesus assume em tudo a condição humana

Celebrar o Natal não é simplesmente celebrar o Deus que vem até nós e se faz presente na nossa vida. É celebrar o Deus que se fez um de nós e que, mesmo não conhecendo a realidade do pecado pessoal, assumiu a nossa condição de pecadores para destruir na cruz essa condição conforme nos ensina São Paulo: “Cristo nos resgatou da maldição da Lei, tornando-se ele próprio um maldito em nosso favor, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que for suspenso no madeiro’” (Gl 3, 13). Celebrar o Natal é celebrar o Deus que assume em tudo a condição humana, até mesmo na sua maior miséria, para que todos nós pudéssemos ser divinizados.

3 – Jesus e o sofrimento humano

Jesus nunca usa do bem que realiza para convocar as pessoas para participar da sua missão. Ele só chama pessoas livres, que podem dizer não ao seu projeto. Ele realiza o bem para que a pessoa possa assumir a sua vida, a sua história e seus projetos. Ele nunca disse depois de uma cura: “Vem e segue-me”. Ele sempre diz: “Vai”. Mesmo quando alguém quer segui-lo depois de uma graça alcançada, como é o caso do endemoninhado de Gerasa (cf. Mc 5, 1-20), Jesus não permite, mas afirma: “Vai para casa, para junto dos teus, e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”.(Mc 5, 19). Assim, ele reassume a sua vida, os seus relacionamentos e os seus projetos pessoais. Com isso, Jesus nos mostra o verdadeiro sentido da libertação: viver a experiência do amor de Deus na própria vida e ser protagonista da própria história. O nosso agir deve ser serviço ao outro e não um agir proselitista que condiciona o nosso bem à adesão à nossa causa.

4 – Jesus diante do próprio sofrimento

A atitude que Jesus tem e exige de nós em relação ao sofrimento não é uma atitude ingênua ou de resignação. É uma atitude madura de quem sabe o que é o sofrimento, por que sofre e os benefícios que este sofrimento vai trazer quando é fruto de uma ação amorosa. Por isso, precisamos entender a postura de Jesus diante do próprio sofrimento para que possamos abraçar com amor a nossa cruz.

5 – A partir do encontro com Jesus, procurar entender os nossos males

Com isso, percebemos um dos significados mais profundos do mistério da Encarnação que celebramos no Natal: quando o próprio Deus se faz carne e nasce no meio de nós, ele revela para nós o verdadeiro sentido da vida humana e o caminho para a sua perfeição, consequentemente para a superação de todas as nossas deficiências e limitações. E nós somos convidados, ao celebrar a festa do Natal, a acolher Deus que vem até nós e buscarmos significados novos para a nossa vida a partir dessa acolhida. É por isso que a festa do Natal é um momento de singular importância no trabalho evangelizador. É momento de aprendizado sobre o significado da nossa existência, de descobrirmos, em Jesus, quem verdadeiramente somos.

6 – Discípulos e missionários: compaixão diante da fragilidade humana

Nós, discípulos e missionários de Jesus, temos que ser seus imitadores. Diante das diferentes situações que geram sofrimento no mundo, precisamos agir a partir da compaixão decorrente do nosso olhar interessado no bem do outro, um olhar amoroso, que não instrumentaliza, mas promove.

7 – Evangelizar para despertar a solidariedade

Viver a fraternidade significa, segundo os critérios do Evangelho, se comprometer. Quem quer ser verdadeiramente cristão deve ter a consciência de que a sua vida vai ser marcada por muitas dificuldades, uma vez que a solidariedade faz com que as dificuldades dos nossos irmãos e irmãs sejam nossas dificuldades. As dificuldades dos nossos irmãos e irmãs devem mover a nossa compaixão, nos angustiar e nos remeter a gestos de solidariedade em relação a eles. É por isso que o Concílio Vaticano II nos diz que as dores e as angústias do mundo são as dores e as angústias dos discípulos e discípulas de Jesus.

 Fonte: http://cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/304-ce-campanha-para-a-evangelizacao/428-ce-2011

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