Um Novo Ano: Corações ao Alto!

Iniciamos um novo ano de nossas vidas. Que alegria de estar aqui presenciando mais um Reveillon, mesmo que tenha de ver com meus próprios olhos tantas coisas erradas que ainda existem por aí. Mas também me sinto renovado de esperanças e alegrias para o novo tempo que surge. Tempo, que como discuti pelo ano de 2011 afora, é um tanto quanto fictício: afinal, qual a grande diferença do 31 de dezembro para o 1º de janeiro? Somos os mesmos, o mundo é o mesmo. Por isso não valem superstições acerca da cor da cueca (ou calcinha) que deve ser utilizada na passagem.

Mas podemos (e devemos) criar nossos próprios ciclos, tempos e datas, com a consciência de que são construídos por nós mesmos para o nosso bem e edificação. Aproveito então a passagem de ano não no seu potencial místico, mas na iminência de um novo período de tempo que deve ganhar seu significado próprio. Muitas responsabilidades e eventos estão por vir para todos nós. Vivamos, pois, cada dia no seu “diaversário”, soltando os fogos do Reveillon diário, para que no próximo 31 de dezembro sejamos melhores do que ontem.

E para marcar este novo período da história mundial que estamos construindo, mudo os ares do humilde “Cerebrando”, companheiro de todos os momentos. Novas cores, novos textos, novo tema. A frase-tema desse ano é em latim: “Sursum Corda!”. É uma frase da oração da Santa Missa católica latina, e significa “corações ao alto!”. Mais do que algo que represente a minha religião em particular, há uma série de razões para eu fazer dela o tema desse 2012.

Primeiro, o porquê do latim: apesar de ser uma língua morta (não ser falada em nenhum lugar do mundo), o latim ainda guarda em si o papel de língua-mãe de tantas línguas faladas no mundo todo. É certamente uma das mais estudadas e puras que ainda temos conhecimento. Mostra que meus anseios quando escrevo os textos aqui nunca são para determinada região ou país, mas de caráter universal (não por pretensão; ao contrário: arrogante seria querer ensinar alguém em específico a fazer algo).

Acerca da frase: penso-a como uma continuação do tema do ano passado: viajei no tal “diaversário”, na tentativa de passar a mensagem de que a vida é composta por dias, e não por semanas ou meses. E assim deve ser vivida. Indo um pouco além, a vida não deve ter só um modus operandi, mas também um destino.  Deve sair do nosso “coração” (o centro da nossa existência, o que nos define como gente, que ama, vive e chora, sem falsidade) e ir em direção “ao alto” (mais do que uma referência religiosa, o Alto é o anseio de todo homem, de não viver na mediocridade ou na pequenez, mas sempre ser mais).

“Sursum Corda – Corações ao Alto!” é o convite que faço no decorrer desse ano: vivamos de coração, colocando a nós mesmos – integralmente – em toda atividade que realizarmos, em todo problema que nos depararmos, usando o que guardamos tão bem nesse tesouro (espero que seja algo bom); e vivamos para algo maior, para uma mudança verdadeira em nós, em nosso meio e em nossa sociedade. Que tenhamos um 2012 de corações ao alto!

P.S.: para quem compartilha comigo das águas da religião, a resposta para tal pedido na liturgia da Missa é “o nosso coração está em Deus”. Sabemos que é só nEle que atingimos plenamente as duas coisas: encontramos nosso coração verdadeiro e puro, e alcançamos os verdadeiros dons do Alto.

Para melhor debater esse tema no decorrer do ano, uso o mesmo recurso do ano passado: colunas fixas pelos dias da semana. Alguns temas continuam, outros mudam. A princípio, fica assim:
Domingo: “Corações ao Alto”: o primeiro dia da semana será marcado por aquela coluna mais livre, com um texto totalmente de minha autoria, baseando em alguma loucura da vida refletida em alguma questão existencial. Entendeu?
Segunda: “Um Santo”: os santos são exemplos fortíssimos de como podemos levar uma vida de corações ao alto em qualquer circunstância e realidade. Toda segunda, o testemunho e uma reflexão de um homem santo.
Terça: “Momento JP Coutinho”: o português João Pereira Coutinho continua com sua coluna toda terça-feira, extraída da Folha de S.Paulo, com temas nem sempre agradáveis, mas sempre pertinentes.
Quarta: “A Antiga Aliança”: a Sagrada Escritura deve ser sempre um farol a iluminar nossa escuridão com palavras sempre corretas, mesmo que às vezes meio obscuras. Principalmente quando se trata do Antigo Testamento, especular é sempre prazeroso.
Quinta: “Uma Santa”: do mesmo modo que na segunda-feira, às quintas falo sobre o testemunho de uma mulher que conseguiu viver a vida perfeitamente em seu testemunho de fé e verdade.
Sexta: “Espaço Reinaldo Azevedo”: nossos corações estão sempre “ao Alto”, mas nossos pés estão nas realidades nada santas da política nacional e internacional. Tio Rei continuará a nos ajudar a entender essas conjunturas.
Sábado: “A Nova Aliança”: com a plenitude dos tempos e a vinda de Jesus Cristo, toda a humanidade se alumiou e a Verdade se tornou clara e palpável. Dedico o sábado a refletir um pouco mais sobre o nosso grande Mistério da Fé.

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