Tu es Petrus…

Papa Bento XVI, Joseph Ratzinger

Nascido 85 anos atrás na pequenina cidade da Bavária chamada Marktl, banhada pelo rio Inn, próxima da fronteira com a Áustria, no que era naquele ano – 1927 – Sábado Santo, e batizado no mesmo dia: Joseph Aloisius Ratzinger iria trilhar uma ilustre carreira como professor universitário, pastor, e Príncipe da Igreja após ser eleito para suceder o Beato João Paulo II – escolhendo para si o nome de Bento, o XVI. (…) Em sua homilia [na Missa de hoje], o Santo Padre notou que para ele, o dia do aniversário de seu nascimento e seu batismo está sempre imerso no mistério Pascal, o mistério da Cruz e Ressurreição, “De uma maneira especial”, ele disse, “como Sábado Santo, o dia do silêncio de Deus, da aparente realidade da morte de Deus e ainda o dia em que a Ressurreição é anunciada”. – da Rádio Vaticano

Sua Santidade, o papa Bento XVI, ainda não é santo, nem está nos Céus, mas gostaria de fazer uma homenagem a ele hoje, quando comemora seu 85º ano de vida. Comecei a me preparar para falar de Santo Anselmo, bispo da Idade Média que lutou pela manutenção da Igreja Anglicana na comunhão católica, cuja festa celebramos no próximo sábado. Mas acho mais proveitoso falar do nosso atual sucessor de Pedro, na cátedra (cadeira) que ainda hoje arrebanha o maior número de cristãos numa única “denominação”, a católica latina. Tantos foram os homens que lutaram pela manutenção dessa comunhão, apesar de todos os interesses e pressões contrárias, como Santo Anselmo. Creio que Bento será também lembrado por esse esforço, tanto à frente da Congregação para Doutrina da Fé, quanto como Papa.

Mas qual a utilidade dos cristãos estarem unidos em torno de um Papa único, dito representante dos chefes dos apóstolos? É certo que hoje existam muitas pessoas que despejam argumentos contrários a tal hierarquia, afirmando que tal é contrária ao próprio cristianismo, que na verdade estaria numa linha tênue entre o anarquismo e o comunismo. Os que olham de fora e com olhos desconfiados, viram em Ratzinger a ascenção de uma “linha-dura” na Igreja, que representaria retrocesso. Retrocesso em quê? Na destruição e desconstrução da estrutura eclesial? Será que era essa a imagem passada pelo Beato João Paulo II? Se era, trata-se de um engano crasso daqueles que não conheceram definitivamente aquele homem, nem leram documentos como a “Pastore Dabo Vorbis” ou “Ecclesia in Eucharistia”.

Bento pode não ter o tal “carisma” que tinha o heterodoxo (para o perfil do papado) Wojtila, mas comunga com ele de todos os valores, sem exceção. Ambos representam um período de vocações férteis da Igreja, que gerou muito joio e dissidência, mas que também culminou em homens de fé e intelecto como os dois. Quem ainda tem um “pé-atrás” com o nosso aniversariante de hoje, proponho a leitura dos dois volumes de “Jesus de Nazaré”, escrito por ele. São fantásticos. Mas ainda não respondi: qual a importância de um papa? É exatamente esta: resistir a todos aqueles que dizem querer o bem, mas querem destruir a fé cristã; aqueles que começam a se alegrar pelo silêncio de Sábado Santo que paira sobre os católicos, inconscientes e ignorantes que são da esperança que temos no Domingo de Páscoa que se aproxima…

Parabéns, Santo Padre! Continue firme!

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