São Jorge, o vitorioso

São Jorge de Lydda, mártir

Uma igreja construída em Lydda [atual Lod, em Israel] durante o reinado de Contantino I (306-37) foi consagrada a “um homem de alta distinção”, de acordo com o historiador da Igreja Eusébio de Cesaréia; o nome do patrono não foi descoberto, mas depois ele foi afirmado como sendo Jorge. No tempo das conquistas muçulmanas no século sétimo, uma basílica dedicada ao santo em Lydda realmente existiu. A igreja foi destruída em 1010, mas depois foi reconstruída e dedicada a São Jorge pelos cruzados. Em 1191 e durante o conflito conhecido como a Terceira Cruzada (1189-92) a igreja foi novamente destruída pelas forças de Saladino, sultão da dinastia de Ayyubid (1171-93). Uma nova igreja foi erigida em 1872 e está lá até hoje. – Extraído da página da Wikipedia em inglês

São Jorge é um dos santos mais conhecidos da Igreja, com uma veneração espalhada por todas as correntes cristãs que aceitam a veneração de santos, obviamente. É patrono de países como a Inglaterra e é reconhecido pela imagem onde duela com um dragão. Até o candomblé e o time do Corinthians o adotaram em suas práticas (digo “até” para dar uma ideia de sua popularidade). Definir, porém, o verdadeiro Jorge da lenda que duela com dragão e outros “Jorges” da história da Igreja não é fácil. Hoje se chegou a conclusão que ele foi um centurião renomado do Império Romano, nascido na Palestina, onde hoje é o Estado de Israel. Tornado órfão muito cedo, entrou para o exército romano e lá dedicou sua vida. Quando os soldados cristãos foram perseguidos, entretanto, entregou sua vida ao martírio. Sua festa é hoje, 23 de abril.

O fato de terem inúmeras interpretações para a vida de São Jorge faz com que ele seja um santo “marginalizado” pela cultura católica principal, digamos assim. Sua memória, por exemplo, não é obrigatória. Mas sua história me servirá para abordar um assunto importante e interessante: a presença cristã no Oriente Médio e na África. Traduzi acima um interessante trecho que fala das idas e vindas de uma igreja dedicada ao santo em sua cidade natal. Foi construída e reconstruída várias vezes: logo após sua morte foi erigida, e destruída pelas dominações de Maomé; reconstruída pelos cruzados  depois, foi destruída logo após por Saladino, o maior conquistador muçulmano depois do fundador. Por fim, só foi possível erguê-la novamente em 1800. O relacionamento “cristãos e islã” era e ainda é difícil.

A lenda de São Jorge matando o dragão serve de referência para designarmos sua morte: seu sacrifício em nome de Cristo o fez participante de sua vitória sobre o Demônio (o dragão por excelência), mas também sobre o Império Romano. Sim, a morte de um cristão é considerada vitória sobre o inimigo. O Amor e o perdão venceram! Portanto, estão equivocados aqueles que acham que o cristianismo “seduziu” Roma, pois, na verdade, a venceu. Hoje, no Oriente Médio e na África, cristãos são mortos em dezenas pelos radicais muçulmanos. Não pretendo pregar uma guerra contra eles, mas perceber que nosso relacionamento foi sempre conflituoso. Tal tema hoje se tornou um tabu, mas não canso de afirmar: eles podem ganhar nar armas, mas São Jorge nos ensinou que a entrega cristã é a vitória final. Que ele dê força e acolha todos os vitoriosos atuais daquelas regiões no Reino dos Céus.

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