Menos palavras e mais exemplo

Santa Paulina, Virgem e Religiosa

[Paulina, que foi batizada com o nome de Amábile] Imigrou para o Brasil, juntamente com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região Trentina, no ano de 1875, estabelecendo-se na localidade de Vígolo – Nova Trento – Santa Catarina – Brasil. Em 1887 faleceu sua mãe e Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento. Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, especificamente na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social. Aos 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Angela Viviani, em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela mais uma entusiasta de ideal: Teresa Anna Maule. – Extraído do site oficial do Santuário de Santa Paulina

Muitas vezes nós – pessoas que tiveram oportunidade de alguns anos a mais de estudo que a média da população e que podem acessar internet, ler jornais, etc – olhamos com ar de criticidade para o nosso Brasil e percebemos como tudo está muito fora do lugar; que para nos tornarmos um país “desenvolvido” precisaríamos de grandes reformas, muitas vezes mais do que estruturais, mas de consciência e intenções. Ao chegarmos a essa conclusão (duvido que exista um conservador – no sentido estrito do termo – entre os sãos do país), automaticamente colocamos em xeque nossas próprias atitudes. O que eu, pobre cidadão, poderia fazer para construir um Brasil melhor? Votar consciente? Não jogar lixo no chão? Fazer planejamento familiar? Iniciar um partido político? Fazer uma passeata? Candidatar-me para Presidente da República?

Na mente de muitos cientistas políticos de botequim – profissionais e amadores – da atualidade, só uma revolução mudaria tudo isso. Eu discordo completamente: de que adiantaria revolucionar tudo de cima se as pessoas continuassem tudo da mesma maneira? Por isso a filosofia política e a doutrina social da Igreja me cativou tanto: não há mudança coletiva sem uma iniciativa individual. Pela lei da subsidiariedade, os maiores devem cuidar do menor; e no fim dessa pirâmide está o indivíduo, o ser humano que merece todo cuidado e proteção. Afinal de contas, sobre o que nós temos controle a não ser sobre nós mesmos (e olhe lá)? A Igreja diz: se queremos mudar o mundo, precisamos começar a mudar a nós mesmos, pois, mais do que com retórica afiada, convencemos e motivamos as pessoas por meio de atitudes e exemplos.

E é esta lição que trago hoje recordando Santa Madre Paulina, a primeira pessoa a ser reconhecida como santa pela Igreja que viveu no Brasil. Celebramos sua festa na última segunda-feira. Seu exemplo não é de destaque político-social, sua atividade não foi reformadora, sua atuação não foi nos grandes centros. Mas foi no interior de Santa Catarina que Paulina exerceu um ministério desinteressado, humilde e paciente. Começou sua trejatória cuidando de uma mulher com câncer terminal que não tinha quem olhasse por ela. Criou uma Congregação, e por inveja foi afastada de seu comando, mas nem por isso esperneou. Foi paciente, pois mais do que em palavras-de-ordem, apostava em gestos-concretos-de-amor. Que Santa Paulina possa interceder dos Céus pelo povo do nosso país, para que deixemos de falar, criticar e colocar a culpa nos outros, mas que possamos mudar nossa realidade começando pelas nossas atitudes, pelo nosso exemplo sincero de respeito, tolerância e cuidado pelo outro.

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