Os últimos doze

Doze foi o número das tribos de Israel. Doze também é o número de apóstolos de Cristo. Dois mil e doze é o ano que estamos vivendo. Utilizo-me deste número cujo significado é a “completude” para iniciar a reta final deste querido blog. Desde 2009 venho construindo-o, propondo debates acerca de política, religião, arte e até futebol (pois acho que são coisas que devem ser discutidas, sim!) Em alguns momentos fui mais contundente, outros mais superficial; tive sacadas divertidas, outras textos completamente monótonos; vim num amadurecimento, de ideias, letras e posicionamentos. O que sou hoje não é o que fui em 2009, nem o que serei em 2015.

Mas acredito que vale o registro, valem as divagações e as “cerebrações” mais variadas. Depois de um tempo recluso (pra fugir da milícia anti-liberal e anti-religiosa), o blog voltou há pouco a ser indexado pelo Google, tendo acessos constantes para textos que nunca pensei em serem referência, mas coroam assuntos que valeram a pena ser debatidos. Cito dois: a discussão sobre o SPP (Se parar, parou) – técnica de eutanásia – e o que fala sobre a vida religiosa no século XXI. Existem também meus favoritos, como o da Semana da Família de 2009 e tantos outros perdidos nos arquivos dos quase 500 textos.

Quinhentos será o número final, muito mais do que suficiente! É preciso ir trilhar outros caminhos, pensar em outras coisas, viver outras experiências. A vida não para nem pode parar. Prometo, porém, me esforçar para deixar os últimos 12 textos – agora 11 – com profundidade e comprometimento. Como toda obra, o blog ficará inacabado, figurando as grandes angústias que ainda brotam dentro de mim. Temos diante dos olhos um mundo ainda desigual, onde liberdade é artigo raro, e a compreensão mútua é “piada de salão”, como diria Delúbio Soares.

Mas saio feliz em ter colaborado para este novo ambiente chamado internet. Quando comecei, era totalmente crítico àqueles que viam nela a salvação da humanidade. Ainda acho que existem muitas posturas cegas, tanto do lado do otimismo quanto do pessimismo; mas agora como um quase bacharel em comunicação (e este blog ajudou a me formar), vejo que tal ambiente deve reter nossa atenção, nosso tempo e nossos esforços.

Creio que devo agradecer também, já que este certamente é o último “metatexto” deste blog. Agradeço a todos aqueles que um dia vieram aqui e deram uma bisbilhotada, e então tiveram vontade de xingar ou elogiar, tanto faz. Agradeço ao suporte incansável de meus pais e meu orientador, Pe. Sandro Rogério. Obrigado também àqueles que colaboraram e colaboram na minha formação, direta ou indiretamente, na faculdade, nos livros, nos jornais. Agradeço também a todos os especialistas e doutores que foram alvos de minhas críticas aqui nos tempos áureos. Por fim, obrigado a Deus, por me dar a oportunidade de sempre falar em Seu nome, mesmo que de um jeito aparentemente debochado.

O recado está dado. Este Vinícius ficará aqui, armazenado em algum lugar da nuvem do ciberespaço, por quanto tempo este servidor de blogs tolerar. Espero ainda contar com sua visita. Fuce no arquivo, procure por palavras-chave! Divirta-se, xingue. Mas saiba que tudo foi, bom ou ruim, com sinceridade. Este sou eu, junto com vocês, Deus e o mundo. “Cerebrando” sempre e em todo lugar. Obrigado!

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